Conheça a arquitetura e a história dos palácios em Salvador

Palacio Rio Branco em Salvador09:07

Palácio Rio Branco vira hotel03:08

Palacio da Sé ou Palácio Arquiepiscopal de Salvador02:41
1. Palácio da Aclamação

Residência de Miguel Francisco Rodrigues de Morais, o palácio foi adaptado em 1912 como residência oficial dos governadores — com projetos do arquiteto Filinto Santoro — e ocupado oficialmente entre 1917 e 1967. Recebeu visitantes ilustres, como a rainha Elizabeth II (1968).
Desde 1990 funciona como museu, com acervo em dois pavimentos (mobiliário D. João I e Luís XV, peças de bronze, cristal e porcelana, tapetes persas e pinturas de Presciliano Silva).
Destaques: lustre de cristal Baccarat no Salão Nobre, decoração neoclássica e Salão de Banquetes. Atualmente passa por reformas, mas abriga eventos culturais, exposições temporárias e cerimônias privadas.
Visitação: terças a domingos, 13h–19h (quando aberto).
Endereço: Av. Sete de Setembro, 1330 – Campo Grande.
2. Palácio Rio Branco

Erguido desde a fundação da cidade (1549) por ordem de Tomé de Souza, o edifício foi sede do governo português e residência de governantes e membros da realeza. Após incêndios e reconstruções, reinaugurado em estilo eclético (1919), recebeu o nome em homenagem ao Barão do Rio Branco.
Já foi quartel, prisão e sede de instituições como a Fundação Pedro Calmon; hoje abriga a Secretaria de Cultura e o Memorial dos Governadores, com um acervo que inclui diplomas, insígnias, espadas, livros, fotos e objetos pessoais dos governadores.

Curiosidades e raridades
- Mobílias ao estilo Luís XV expostas no Salão Nobre.
- Espelhos franceses emoldurados com gesso e folhas de ouro.
- Sala Pompeana: a mais antiga, sobreviveu aos eventos de 1911–1912, com afrescos inspirados em Pompeia.
- Acervo: 1.845 itens (a maioria doada por familiares); 46 peças constam no inventário da Fundação Pedro Calmon.
A Fundação Pedro Calmon (1986) preserva e divulga esse acervo. Há projeto para transformar o palácio em hotel de luxo; o Memorial dos Governadores deverá ser mantido em espaço próprio sob custódia da Fundação.
Endereço: Praça Tomé de Souza, S/N – Centro.







3. Palácio Arquiepiscopal (Palácio da Sé)

Construído no século XVIII no Centro Histórico, é um dos melhores exemplos de arquitetura civil colonial. Com três pavimentos e quatro corpos, destaca-se pelo portal em pedra lioz com brasão do arcebispo D. Sebastião Monteiro da Vide e galerias alinhadas a um pátio central, influenciadas por palácios renascentistas italianos.

Reaberto em dezembro de 2019 após restauração, abriga o Centro de Referência da História da Igreja Católica no Brasil, incluindo o Laboratório de Conservação e Restauração Reitor Eugênio Veiga e mais de 16 mil documentos restaurados.
Endereço: Praça da Sé, 203-47 – Pelourinho, Salvador – BA, 40020-210
4. Casa-Museu Solar Santo Antônio

Edifício do século XIX com forte influência imperial, abriga a coleção de Marchand Dimitri Ganzelevitch (mais de 4.000 peças). Possui terraço com vista para a Baía de Todos-os-Santos e funciona também como hospedagem.

Visitação: por agendamento.
Endereço: R. Direita de Santo Antônio, 177 – Santo Antônio Além do Carmo.
5. Palácio dos Esportes

Originalmente relacionado ao Teatro São João, o prédio atual (década de 1930, estilo art déco) já abrigou a Secretaria da Agricultura e federações esportivas. Atualmente funciona como Secretaria Municipal de Esportes e há propostas de alienação para uso turístico.
Visitação: segunda a sexta, 09h–19h.
Endereço: Praça Castro Alves, 01 – Centro.
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