A Catedral Basílica de Salvador, localizada no coração do Pelourinho, é uma das mais importantes construções sacras do Brasil colonial.
Além de testemunho da história e do catolicismo no país, o templo preserva telas seiscentistas, móveis em jacarandá e objetos sacros em ouro e prata.



Histórico e arquitetura
Erguida pelos jesuítas entre meados do século XVII (1652–1672), a atual igreja foi o quarto templo da ordem na capital baiana e é o último remanescente do conjunto do Colégio de Jesus. A obra, atribuída ao irmão Francisco Dias, segue normas do Concílio de Trento e apresenta elementos renascentistas e barrocos.
- Período de construção principal: 1657–1672; frontispício e torres finalizados em 1694.
- Fachada em pedras de lioz importadas de Portugal, com nichos de santos jesuítas.
- Planta de nave única com capelas laterais, altares variados, talha dourada e revestimentos em mármore lioz.
Transformações e proteção
Após a expulsão dos jesuítas em 1759, o edifício foi adaptado como hospital militar e abrigou a primeira Escola de Medicina do Brasil (1833). Em 1938 a igreja foi tombada pelo IPHAN, com proteção estendida a seu acervo.
Vídeo – História e Arquitetura Colonial da Catedral Basílica de Salvador
Catedral Basílica de Salvador
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Principais elementos e acervo da Catedral Basílica de Salvador
1. Altar-mor
Datado de 1665–1670, executado pelo irmão João Correia e auxiliares, é uma das raras talhas maneiristas do Brasil, ricamente dourada. Em 1670 foi aberto um camarim superior com painéis de Santo Inácio e São Francisco Xavier, pintados por Domingos Rodrigues.




2. Teto da nave
Decorado em talha com símbolos jesuíticos; no centro há um grande medalhão radiante com o monograma IHS (Iesus Hominum Salvator).



3. Altares laterais
A capela à direita do altar-mor (atual Nossa Senhora das Dores) conserva talhas e estátuas, ainda que o fundo tenha sido alterado.
À esquerda está a capela do Santíssimo, que recebeu alfaias da antiga Sé, incluindo relicário cravejado de diamantes, credências e palmas de prata. As capelas do transepto possuem altares barrocos monumentais (1754) dedicados a São Francisco Xavier e Santo Inácio.



















4. Bustos relicários
Dois altares exibem, cada um, quinze nichos com bustos relicários — peças de terracota do século XVII representando mártires, retornadas ao templo após período no Museu de Arte Sacra da Bahia.





5. Sacristia e Batistério
No batistério há uma pia entalhada em um único bloco de lioz.
A ampla sacristia contém três altares barrocos em mármore multicolorido italiano, estátuas, pinturas de grande porte, e um arcaz de jacarandá com incrustações de marfim e casco de tartaruga, entalhado por Luís Manuel de Matosinhos e Cristóvão de Aguiar.
Pinturas de Gherardo delle Notti decoram o móvel; o teto em caixotões apresenta mártires e apóstolos jesuítas. As paredes são revestidas até meia-altura por azulejos portugueses.









6. Detalhes interiores
A catedral conserva pinturas atribuídas a jesuítas (como Domingos Rodrigues), esculturas barrocas e relíquias — entre elas um busto-relicário de Santo Inácio revestido de prata, a imagem prateada de Nossa Senhora das Maravilhas e bustos de Santa Úrsula e outras santas.
Diversos elementos foram transferidos ao Museu de Arte Sacra ao longo do tempo.











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