Centro Histórico de Salvador
A cidade de Salvador foi fundada em 1549 por Tomé de Souza. As grandes edificações começaram a ser erguidas, na sua maioria, a partir de 1624, após as guerras contra os holandeses.
Importância Histórica
O Centro Histórico de Salvador é extremamente rico em monumentos históricos que datam do séc. XVII até o séc. XIX. Salvador foi a primeira capital colonial do Brasil e é uma das mais antigas cidades do Novo Mundo.

Mercado de Escravos
Além de sua importância como capital, Salvador foi também o primeiro mercado de escravos do continente, recebendo escravos para trabalhar nas plantações de açúcar.
A Cidade Alta
Esta área está situada na parte mais antiga da cidade, a Cidade Alta de Salvador. Ela compreende vários quarteirões em torno do Largo Triangular e é um local vibrante para música, restaurantes e vida noturna.
Restauração e Reconhecimento
Na década de 1990, foi realizado um esforço de restauração que transformou a área em uma atração turística altamente desejável. Em 1985, o Centro Histórico foi honrado como Patrimônio Mundial da Humanidade pela UNESCO.
Atrações e Segurança
O Centro Histórico é famoso por suas diversas ruas, incluindo igrejas, cafés, restaurantes, lojas e edifícios em tons pastel. Policiais patrulham a área para garantir a segurança dos visitantes.
Vídeos sobre as Atrações do Centro Histórico de Salvador

Barra e Pelourinho02:33

Igreja e Convento de São Francisco06:40

Centro Histórico de Salvador da Bahia04:13

5 Atrações INCRÍVEIS no Centro Histórico de Salvador04:35

Largo do Pelourinho em Salvador01:24

Terreiro de Jesus em Salvador01:00

História do Palácio Rio Branco em Salvador

Palácio Rio Branco em Salvador - Reportagem02:48
Veja também Principais pontos turísticos de Salvador da Bahia
Atrações Turísticas do Pelourinho
1. Largo do Pelourinho
No Centro Histórico, podemos visitar o Largo do Pelourinho, que abriga a Fundação Casa de Jorge Amado, sediada em um dos sobrados de um conjunto arquitetônico do séc. XVII. Este local também possui amplo comércio de arte, museus, bares e restaurantes.

O lugar tem vida noturna agitada e, às terças-feiras, é possível ver a apresentação do famoso grupo de percussão Olodum.
O Largo do Pelourinho, oficialmente Praça José de Alencar, é um logradouro situado no coração da parte mais antiga da cidade de Salvador, na Bahia, no Brasil.
Bem ao pé das velhas Portas do Carmo, perto do Terreiro de Jesus e de um dos mais famosos conjuntos de igrejas barrocas das Américas, formado pelas igrejas da Ordem Terceira de São Francisco, toda em talha dourada; de São Francisco; do Rosário dos Pretos; do Passo e a imponente Catedral-basílica, antes Igreja do Colégio dos Padres, onde estudou o poeta Gregório de Matos e onde pregava o padre Antônio Vieira.
O Largo do Pelourinho é assim chamado em razão de ter sido, durante muitos anos, um local de suplício, onde os condenados eram expostos, amarrados ao pelourinho, aos olhos dos passantes e à execração pública.
Pelas pedras redondas de seu calçamento, polidas pelo tempo, muito sangue correu, principalmente sangue dos negros supliciados, que, muitas vezes, ali mesmo morriam, vítimas de sua ânsia de libertação e da crueldade dos senhores.
Neste local, palco de tantas tragédias e cenário de tantas dores, mas também de intensa beleza, reproduzido em fotos pelo mundo inteiro, é um cartão-postal obrigatório para quantos visitam a cidade do Salvador, onde está plantada a Casa de Jorge Amado.
2. Terreiro de Jesus
Nos primeiros anos da década de 1550, durante a fundação de Salvador pelo Governador-Geral Tomé de Sousa, os jesuítas receberam do governador uma área a norte da nova cidade. Nela, os padres da ordem, liderados por Manuel da Nóbrega, construíram uma primeira capelinha de taipa e o primeiro edifício do Colégio dos Jesuítas da cidade.

Devido à presença dos padres da Companhia de Jesus, o largo em frente passou a ser conhecido como Terreiro de Jesus. O edifício do colégio foi concluído em 1590, mas antes, em 1584, Gabriel Soares de Sousa registrou em sua obra “Notícia do Brasil” que “…ocupa este terreiro e parte da rua da banda do mar um suntuoso colégio dos padres da Companhia de Jesus, com uma formosa e alegre igreja…”
A primeira igrejinha construída no local no séc. XVI era muito pequena e frágil. Entre 1652 e 1672, os jesuítas construíram uma suntuosa igreja, considerada a mais imponente do séc. XVII brasileiro.
A fachada maneirista da igreja, construída com blocos de pedra de lioz trazidos de Portugal, ainda domina a praça. O interior é composto por magníficos retábulos de talha dourada em estilos maneirista e barroco, destacando-se o teto de madeira esculpida e a sacristia.
Em 1933, após a demolição da antiga Sé de Salvador, a igreja dos jesuítas passou a ser a nova Catedral de Salvador.
Além da catedral, o Terreiro abriga o Convento e a Igreja do São Francisco, a Igreja da Ordem Terceira de São Francisco, a Igreja da Ordem Terceira de São Domingos e a Igreja de São Pedro dos Clérigos. Estes templos, especialmente os dois primeiros, são expoentes máximos da arte colonial brasileira.
No início do séc. XIX, o edifício do antigo Colégio dos Jesuítas passou a ser usado como hospital e, em 1833, foi instalada ali a primeira faculdade de medicina do Brasil. O edifício colonial se perdeu em um incêndio em 1905, sendo substituído por outro em estilo eclético.
3. Igreja e Convento de São Francisco
Outra visita obrigatória é a Igreja e Convento de São Francisco. Esse pequeno convento, cuja construção se iniciou em 1591, foi ampliado posteriormente com a igreja do mesmo nome.

Seus altares são revestidos em ouro; o coro e a sacristia são obras-primas talhadas no jacarandá. Repare no teto da portaria do Convento, representativo de uma apoteose à Virgem, que parece se alterar à medida que você se desloca no recinto.
Os azulejos representam cenas da vida contemplativa dos monges. No claustro do térreo, existem 37 painéis de azulejos inspirados nas gravuras do pintor flamengo Otto Van Veen. Vale a pena ver; é mesmo muito lindo!
4. Palácio Rio Branco em Salvador
O Palácio Rio Branco, com sua belíssima escadaria de ferro e cristal, foi construído no início do séc. XX e projetado pelo arquiteto italiano Júlio Conti. O palácio está aberto à visitação, com exposições de móveis, pratarias e faianças da época.

Saindo do Palácio Rio Branco, você estará pronto para visitar a Cidade Baixa, descendo pelo Elevador Lacerda.
Aproveite para dar uma passadinha no Posto de Informações Turísticas que ali fica e pegar os folhetos explicativos sobre tudo o que você já viu e poderá ver em Salvador.
Para conhecer tudo no Centro Histórico, visitando as igrejas, os museus, olhando as lojas, tirando fotos com as baianas e deliciando-se com a vista do Belvedere, você precisará de pelo menos um dia. Uma boa pedida é almoçar no restaurante-escola do SENAC no Pelourinho, que serve excelente comida típica.
Atrações no Centro Histórico de Salvador da Bahia
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