História do Povoamento da Chapada Diamantina, Bahia

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A história do povoamento da Chapada Diamantina, no centro da Bahia, é a história de uma região ocupada tarde e aos poucos, sempre no ritmo de seus recursos naturais: o gado nas bordas, o ouro no século XVIII, os diamantes e o carbonado a partir de 1844 e, desde a década de 1970, o turismo e a proteção ambiental.

História do povoamento da Chapada Diamantina BA
 História do povoamento da Chapada Diamantina BA

Em linhas gerais, o povoamento passou por três fases: a Chapada Aurífera (século XVIII), a Chapada Diamantífera (de 1844 até o declínio do garimpo) e a Chapada Turística (a partir do tombamento de Lençóis, em 1973). Cada uma deixou cidades, igrejas e casarios hoje protegidos pelo IPHAN, além de uma paisagem que o Parque Nacional da Chapada Diamantina ajuda a preservar.

Mapa turístico da Chapada Diamantina
 Mapa turístico da Chapada Diamantina

Este guia reúne datas, lugares e personagens dessa história e aponta onde as fontes divergem. Para planejar a viagem, veja também o Guia de Turismo da Chapada Diamantina.

As belezas da Chapada Diamantina - Guia Turístico

As belezas da Chapada Diamantina - Guia Turístico

História do povoamento da Chapada Diamantina em datas

  • 1701: o ouro de aluvião de Jacobina é comunicado oficialmente à Coroa.
  • 1720: D. João V autoriza a mineração na Bahia, com cobrança do quinto.
  • 1723 e 1724: carta régia cria a vila das Minas do Rio de Contas, instalada em 1724 (algumas fontes dizem 1725).
  • 1844: descobertas de diamantes na região de Mucugê dão início à grande corrida.
  • 1845: o povoado de Lençóis se intensifica com o garimpo.
  • 1856 e 1864: Lençóis é elevada a vila (lei de 1856) e a cidade (1864).
  • 1871 e 1872: as minas sul-africanas derrubam o preço do diamante e o garimpo declina.
  • 1973: o IPHAN tomba o conjunto de Lençóis; Mucugê e Rio de Contas seguem em 1980 e Igatu em 2000.
  • 1985: criação do Parque Nacional da Chapada Diamantina.
  • 1994 a 1998: o garimpo mecanizado é proibido e os garimpos de serra são encerrados.

1. Chapada Aurífera: do sertão ao ouro

Antes do ouro: sertão, entradas e gado

Desde a fundação de Salvador, em 1549, por Tomé de Sousa, a colonização foi avançando do litoral para o sertão. Pelos rios e a pé, expedições partiram em busca de terras, de indígenas para escravizar e de metais e pedras preciosas, como ouro, prata e esmeraldas. Para entender o ponto de partida, veja a história da Capitania da Baía de Todos os Santos.

Map of Brazil 1707 - Brasiliaanze Scheepvaard, door Johan Lerius Gedaan uit Vrankryk, in't Iaar 1556, Aa, Pieter van der
 Map of Brazil 1707 – Brasiliaanze Scheepvaard, door Johan Lerius Gedaan uit Vrankryk, in’t Iaar 1556, Aa, Pieter van der

Entre essas expedições estão as de Gabriel Soares de Sousa, que em 1591 saiu da fazenda Jiquiriçá e chegou às cabeceiras do rio Jacuípe, segundo o IBGE, e as de Belchior Dias Moreira, ligado à busca de minas de prata. Segundo estudos acadêmicos, Belchior morreu sem revelar onde ficavam essas minas.

As fontes divergem nas datas: o IBGE de Gentio do Ouro situa a entrada dele em 1604. Quem chegava ao interior da Bahia encontrava um relevo de serras escarpadas, vales profundos e grandes chapadões: a Serra do Espinhaço, cujo extremo norte forma a Chapada Diamantina. O nome atual só se consolidaria depois, com os diamantes.

História do povoamento da Chapada Diamantina BA
 História do povoamento da Chapada Diamantina BA

Antes do ouro, o povoamento do entorno foi ligado à pecuária. A Coroa distribuiu sesmarias enormes, e grandes casas dominaram o sertão. A Casa da Ponte, da família Guedes de Brito, é descrita por estudos históricos com terras que iam do morro do Chapéu ao rio das Velhas (160 léguas, segundo trabalho apresentado à ANPUH). Já a Casa da Torre, dos Garcia d’Ávila, ficou com o lado nordeste, em acordo entre as duas famílias.

A expansão do gado ocorreu em meio às guerras contra povos indígenas do sertão, como Maracás e Payayás, no conjunto de conflitos conhecido como Guerra dos Bárbaros.

Igatu na Chapada Diamantina

Jacobina e Rio de Contas: a corrida do ouro

O ouro mudou esse quadro no início do século XVIII. Em 1701, o capitão Antônio Álvares da Silva comunicou oficialmente a descoberta de ouro de aluvião na região de Jacobina, ao norte da Chapada. A Coroa, preocupada em não esvaziar Minas Gerais, controlou a atividade. Em 5 de agosto de 1720, D. João V autorizou a mineração na Bahia, com cobrança do quinto (20%), pago por bateia.

A vila de Santo Antônio da Jacobina foi instalada em 24 de junho de 1722. Pelo IBGE, uma provisão do Conselho Ultramarino de 13 de maio de 1726 mandou criar a casa de fundição da cidade, instalada em janeiro de 1727. No sul, o ouro apareceu no leito do rio Brumado, e garimpeiros fundaram o povoado de Mato Grosso, segundo o IBGE. Uma tradição atribui a descoberta a Sebastião Pinheiro Raposo, por volta de 1710, mas estudos acadêmicos lembram que não há data exata nem primeiro descobridor comprovado.

Mato Grosso virou freguesia em 1718. Uma carta régia de 27 de novembro de 1723 criou a vila das Minas do Rio de Contas, instalada em 1724, a cerca de 12 km do antigo pouso de Creoulos. Em 1745, uma ordem régia mandou transferir a sede para o sítio da cidade atual, o que se consumou em 1746, segundo estudo da UFBA. As duas frentes, Jacobina e Rio de Contas, abriram caminhos e povoações ao longo do lado oeste da Chapada.

Estudos sobre a população escravizada apontam o fim da década de 1740 como auge da mineração em Rio de Contas: em 1748 e 1749, cerca de 90% dos escravizados eram africanos. Hoje o conjunto arquitetônico de Rio de Contas, tombado pelo IPHAN em 1980, guarda essa memória (a Wikipédia fala em 287 edificações; não conferi o número no IPHAN). Leia também a história de Rio de Contas.

A decadência do ouro

A produção de ouro de aluvião diminuiu a partir da segunda metade do século XVIII (a historiadora Kátia Mattoso cita queda em 1765) e, por volta de 1800, a atividade era de poucos garimpeiros. A região se esvaziou. Em 1818, os naturalistas Spix e Martius descreveram Rio de Contas e registraram cerca de 900 moradores na vila e 9.000 no município (Viagem pelo Brasil, vol. II, citado na revista Topoi). Pouco depois, porém, um novo mineral mudaria a história da região.

História do povoamento da Chapada Diamantina BA
 História do povoamento da Chapada Diamantina BA

2. Chapada Diamantífera: a corrida de 1844

Os primeiros diamantes

O diamante apareceu em fontes antes de 1844. Textos sobre a mineração citam a Serra do Gagau em 1817 e 1818, com o capitão-mor Félix Ribeiro de Moraes como provável primeiro descobridor, e a liberação do garimpo de diamantes na Bahia em 1832.

O IBGE de Gentio do Ouro registra, em 1836, a descoberta de ouro e diamantes no Assuruá. Reportagens citam ainda diamantes na Serra das Aroeiras, em março de 1842, achados pelo padre Queiroz.

Mucugê, 1844: o começo da grande corrida

Em 1844, diamantes foram achados na região de Mucugê. Pelo IBGE, um empregado de José Pereira do Prado, conhecido como Cazuza do Prado, descobriu as minas do rio Mucugê, e o povoado foi fundado nesse ano. Reportagens trazem outra versão: Cristiano Pereira do Nascimento, afilhado de Cazuza, teria achado o primeiro diamante por acaso, no Riacho das Cumbucas, e a tradição oral fixa o achado em 24 de junho de 1844. Veja o guia de Mucugê.

A notícia atraiu garimpeiros e comerciantes de várias regiões. Os números variam bastante: o Serviço Geológico do Brasil (SGB) cita 25 mil homens em seis meses na região de Mucugê, o IPHAN fala em mais de 30 mil pessoas entre 1844 e 1848 e pesquisadores estimam cerca de 20 mil mineiros em 1845.

O próprio SGB registra 58.800 pessoas em 1856, sem contar os escravizados. Por isso, o antigo número de 50 mil pessoas entre 1844 e 1848 foi retirado: não encontrei fonte que o confirme.

Lençóis, capital dos diamantes

O povoamento de Lençóis começou por volta de 1844 e se intensificou em 1845, com as jazidas dos rios São José e Lençóis. A cidade de Lençóis foi desmembrada de Santa Isabel do Paraguaçu (que só passou a se chamar Mucugê em 1917): virou vila pela lei provincial de 18 de dezembro de 1856 (instalada em 1858) e cidade em 20 de maio de 1864.

Para a história completa, leia sobre Lençóis, o Ciclo do Diamante e o patrimônio e sobre o garimpo na Chapada Diamantina. Perto dali, Igatu, distrito de Andaraí, também viveu o garimpo, intenso em meados do século XIX segundo o SGB. Mais ao norte, a mineração marcou a Vila do Ventura, em Morro do Chapéu, explorada de cerca de 1841 a 1932 (veja a trilha rupestre e a Vila do Ventura).

Quem eram os garimpeiros

A figura do garimpeiro nasceu nas lavras do Arraial do Tijuco (hoje Diamantina, MG), onde diamantes foram oficialmente comunicados em 1729 e onde a Coroa impôs controle rígido, até criar o monopólio da Real Extração, em 1771. Muitos pequenos mineiros passaram a trabalhar na clandestinidade.

Na Chapada Diamantina, a história se repetiu: trabalhadores pobres, muitos sem terra, buscavam enriquecer rápido, e poucos dos que “bamburraram” conservaram a fortuna. O comércio de diamantes também enriqueceu negociantes e donos de garimpos.

Do auge à decadência

O diamante teve peso na economia da província: em 1856, respondeu por 15,2% das exportações baianas, em segundo lugar, atrás do açúcar (49,4%), segundo dados de Barickman citados em estudo da ABPHE. Entre 1853 e 1860, sua participação oscilou entre 5,6% e 15,2%.

Mas o diamante da Bahia não repetiu o ciclo de Minas Gerais: no Brasil do século XIX, quem sustentava as exportações era o café, que passou de 48,1% do valor exportado em 1850 para 56,6% em 1870. A descoberta das jazidas sul-africanas, em 1871 e 1872, derrubou o preço do diamante e marcou o declínio do garimpo baiano. Para se ter uma ideia, o número de mineiros caiu de cerca de 20 mil, em 1845, para perto de 5 mil, em 1901, segundo Herold e Rines (2011).

O carbonado, o “diamante negro”

Uma nova fase veio com o carbonado, o diamante negro, usado em brocas de perfuração. A broca de perfuração com diamantes, de Leschot, é de 1862, e em 1882 já há notícia de carbonado baiano importado para esse fim. Durante décadas, a Bahia foi a fonte comercial praticamente exclusiva do mineral.

O auge do carbonado ocorreu por volta de 1920, segundo o SGB. Pela pesquisa de Herold e Rines, a Primeira Guerra cortou as ligações com a Europa, e as exportações para os Estados Unidos saltaram de cerca de 20 mil dólares, em 1913, para 1,194 milhão, em 1918.

A queda veio nos anos 1930, com as brocas de tungstênio e os diamantes sintéticos. Leia sobre as classificações do diamante. O período teve ainda a marca da política dos coronéis, como Horácio de Matos (assassinado em 1931), e, segundo o SGB, da seca de 1932 e do impaludismo que vieram depois. Em Cascalho (1944), o escritor Herberto Sales, nascido em Andaraí, retratou a vida garimpeira da região.

O fim do garimpo

O garimpo manual foi dando lugar, a partir de 1984 e 1985, às dragas. Em 1985, o Decreto 91.655 criou o Parque Nacional da Chapada Diamantina (cerca de 152 mil hectares, nos municípios de Andaraí, Ibicoara, Itaetê, Lençóis, Mucugê e Palmeiras).

Segundo o SGB, vieram então a proibição drástica de 1994, a ação da Polícia Federal contra dragas, garimpos de rio e de barranco em 1996 e o fim dos garimpos de serra em 1998. Hoje a história do garimpo vive nas ruínas de Igatu, nos casarios e no Cemitério de Santa Isabel, em Mucugê, o chamado cemitério bizantino, cujas obras duraram de 1854 a 1886, segundo o IPHAN.

3. Chapada Turística: do patrimônio ao turismo

Os tombamentos do IPHAN

O turismo começou a ganhar força quando o patrimônio histórico foi protegido. O IPHAN tombou o conjunto de Lençóis em 1973 (570 imóveis), o de Mucugê e o de Rio de Contas em 1980 e a vila de Igatu, em Andaraí, em 2000.

Para o estilo das construções, leia sobre a arquitetura da Chapada Diamantina e as 11 cidades tombadas na Bahia. Com a criação do Parque Nacional em 1985, as trilhas, cachoeiras, grutas e morros passaram a atrair visitantes do Brasil e do exterior. Lençóis tornou-se o principal portal de entrada para o norte do parque e Mucugê, para o sul.

A Chapada Diamantina hoje (2026)

O aeroporto de Lençóis tem pista de 2.082 metros. Em 2026, a Azul opera voos regulares para Salvador e, desde junho, para Confins (Belo Horizonte), em dois dias da semana, segundo reportagens de agosto de 2026.

Em julho de 2026, o Ministério do Turismo incluiu Lençóis entre as sete vilas brasileiras na disputa pelo selo “Melhores Vilas Turísticas do Mundo”, da ONU Turismo; o resultado deve sair em dezembro de 2026, em Buenos Aires, e ainda está pendente.

Em setembro de 2026, a cidade realizou o Festival de Lençóis (27ª edição). Também há novidades no patrimônio: em novembro de 2025, o IPHAN decidiu tombar o Terreiro Palácio de Ogum e Caboclo Sete-Serra, em Lençóis, considerado o terreiro de jarê mais antigo em atividade (fundado em 1949); a homologação consta de fevereiro de 2026. E um projeto de geoparque, com Andaraí, Lençóis, Mucugê e Palmeiras, ainda está em preparação. Planeje o roteiro com os principais destinos da Chapada Diamantina.

Geografia, clima e paisagem da Chapada Diamantina

Onde fica e qual o tamanho

A Chapada Diamantina está no centro da Bahia, no extremo norte da Serra do Espinhaço. O tamanho depende do recorte: cerca de 38 mil km² segundo a Wikipédia; mais de 65 mil km² para a Revista Brasileira de Geomorfologia. O Território de Identidade Chapada Diamantina reúne 24 municípios, e o Parque Nacional abrange seis.

Relevo da Bahia com serras
 Relevo da Bahia com serras

Clima

O clima varia muito com a altitude: é mais ameno e chuvoso nas serras e mais seco no entorno. Em Lençóis, o Plano Operativo do parque indica temperatura média de 22,9 °C e chuvas de 1.215 mm por ano, com período chuvoso de novembro a março; já as normais de 1991 a 2020 indicam cerca de 1.058 mm. Em Rio de Contas, o SGB cita cerca de 21 °C e 821 mm. A época mais seca se concentra entre julho e setembro, mas varia conforme a fonte.

Serras e picos do lado oeste

No lado oeste ficam os pontos mais altos do Nordeste. O Pico do Barbado (2.033 m, entre Abaíra e Rio do Pires) é o maior da Bahia e do Nordeste; fica fora do Parque Nacional. Outros picos importantes são o Pico das Almas (cerca de 1.950 m) e o Pico do Itobira (cerca de 1.970 m, valor que varia conforme a fonte). A APA Serra do Barbado foi criada pelo Decreto Estadual 2.183, de 7 de junho de 1993, com 63.652 hectares, segundo o SGB. Esse trecho, com Rio de Contas e Piatã, aparece como Circuito do Ouro em guias de turismo (veja as zonas turísticas da Bahia).

A Serra do Sincorá, a leste

A Serra do Sincorá abriga o Parque Nacional da Chapada Diamantina e cidades como Lençóis, Andaraí e Mucugê, em cristas que chegam a cerca de 1.700 m. Mais a leste, no encontro dos rios Santo Antônio e São José, a cerca de 355 m de altitude, fica a área alagada dos Marimbus, dentro da APA Marimbus-Iraquara (Decreto Estadual 2.216, de 14 de junho de 1993). Entre Andaraí e Mucugê estão as ruínas de Igatu, antiga vila de garimpeiros; veja Igatu.

Morros, cachoeiras e cavernas

O Morro do Pai Inácio (cerca de 1.120 m, em Palmeiras) é um dos cartões-postais, protegido como parque natural municipal e não como parte do Parque Nacional.

O Morrão, no Vale do Capão, é outro marco do relevo. No Vale do Capão também fica a Cachoeira da Fumaça, em Palmeiras: as medidas variam (cerca de 380 m segundo o ICMBio, 340 m na Wikipédia e 420 m no SGB). Conheça as cachoeiras e trilhas do Vale do Capão.

As cavernas de Iraquara (Lapa Doce, Torrinha e Pratinha, na APA Marimbus-Iraquara) estão entre as mais visitadas; veja as grutas de Iraquara. O Poço Encantado fica em Itaetê e o Poço Azul, em Nova Redenção.

Perguntas Frequentes

Como foi o povoamento da Chapada Diamantina?

Foi gradual: o gado ocupou o entorno nos séculos XVII e XVIII, o ouro de Jacobina e de Rio de Contas atraiu moradores no século XVIII, os diamantes de Mucugê e Lençóis provocaram a grande corrida a partir de 1844 e, desde 1973, o turismo passou a sustentar a região.

Quais foram os três períodos da história da Chapada Diamantina?

A Chapada Aurífera (ouro, século XVIII), a Chapada Diamantífera (diamantes e carbonado, de 1844 ao declínio do garimpo) e a Chapada Turística (patrimônio, Parque Nacional e visitação, de 1973 em diante).

Quando o ouro foi descoberto na Chapada Diamantina?

A descoberta de ouro de aluvião em Jacobina foi comunicada à Coroa em 1701. Em 1720, D. João V autorizou a mineração na Bahia. No sul, o ouro do rio Brumado levou à criação da vila das Minas do Rio de Contas (carta régia de 1723, instalada em 1724).

Quem descobriu os diamantes em Mucugê e quando?

O IBGE registra que um empregado de José Pereira do Prado, o Cazuza do Prado, descobriu as minas do rio Mucugê; o povoado foi fundado em 1844. Há versões que citam Cristiano Pereira do Nascimento, achando o primeiro diamante no Riacho das Cumbucas.

Quando Lençóis foi fundada?

O povoamento começou por volta de 1844 e se intensificou em 1845, com as jazidas dos rios São José e Lençóis. A cidade virou vila pela lei de 1856 e cidade em 1864.

Por que o garimpo entrou em decadência?

A descoberta de diamantes na África do Sul, em 1871 e 1872, derrubou os preços. No século XX, o carbonado perdeu valor com as brocas de tungstênio e os diamantes sintéticos, e o garimpo mecanizado foi proibido entre 1994 e 1998.

Quando foi criado o Parque Nacional da Chapada Diamantina?

O Parque foi criado pelo Decreto 91.655, de 17 de setembro de 1985, com cerca de 152 mil hectares nos municípios de Andaraí, Ibicoara, Itaetê, Lençóis, Mucugê e Palmeiras.

Quais cidades da Chapada Diamantina são tombadas pelo IPHAN?

Lençóis (1973), Mucugê (1980), Rio de Contas (1980) e a vila de Igatu, em Andaraí (2000).

Como chegar à Chapada Diamantina hoje?

O aeroporto de Lençóis recebe voos regulares da Azul, em 2026, para Salvador e Confins, em dois dias da semana, conforme reportagens de agosto de 2026. Confirme os horários antes de viajar; também é possível ir de carro a partir de Salvador.

Fontes consultadas

Willy Sievert

Escrito por Willy Sievert

Editor do Bahia.ws desde sua fundação em 2009. Morador de Salvador, viaja com frequência pelo Nordeste e por todo o Brasil para manter os guias atualizados. Conheça mais sobre Willy Sievert →

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