A história da Bahia começou com a chegada dos portugueses à região de Porto Seguro e seguiu pela colonização, pelo Império e pela República.
A história oficial do Brasil também começou na Bahia. Afinal, foi no litoral sul baiano, na região onde hoje ficam Porto Seguro e Santa Cruz Cabrália, que a esquadra de Pedro Álvares Cabral chegou, em 22 de abril de 1500.
- 1500: a esquadra de Cabral chega ao litoral sul da Bahia.
- 1501: uma expedição portuguesa batiza a Baía de Todos os Santos.
- 1549: Tomé de Sousa funda Salvador, primeira capital do Brasil até 1763.
- 1624–1625: os holandeses ocupam Salvador por cerca de um ano.
- 1798: Conjuração Baiana, ou Revolta dos Alfaiates.
- 2 de julho de 1823: vitória na guerra pela Independência na Bahia.
- Século XX: cacau, petróleo, Centro Industrial de Aratu e Polo de Camaçari.

Descobrimento e colonização da Bahia
O descobrimento e a Baía de Todos os Santos
A princípio, os portugueses pensaram ter encontrado uma ilha, que Cabral batizou de Ilha de Vera Cruz. É possível que a nau mensageira, enviada ao rei D. Manuel I com a notícia, tenha percorrido a costa da Bahia rumo ao norte antes de cruzar o Atlântico em direção a Portugal.
No entanto, os primeiros registros oficiais da região de Salvador foram feitos pela expedição de 1501. Américo Vespúcio, que participava da viagem, foi o primeiro a falar da baía chamada “de Todos os Santos“. O nome se deve à data em que foi avistada: 1º de novembro, dia de Todos os Santos. Conheça mais sobre a história da Baía de Todos os Santos.
Apesar da excelência do ancoradouro, os portugueses o deixaram de lado nas duas primeiras décadas da colônia. Por isso, franceses passaram a negociar ali com os indígenas. Esse abandono explica, aliás, a surpresa de Pero Lopes de Sousa, que, em 1531, encontrou na Bahia o lendário Caramuru. Náufrago desde cerca de 1510, ele vivia entre os Tupinambá. Leia também a história secreta de Salvador e de Caramuru.

As capitanias hereditárias
O nome “Bahia” acabou se estendendo ao território formado pelas capitanias hereditárias doadas a Francisco Pereira Coutinho, Pero do Campo Tourinho, Jorge de Figueiredo Correia, D. Antônio de Ataíde e D. Álvaro da Costa.
As capitanias da costa central do Brasil não ofereciam perspectivas de lucro. Por isso, foram destinadas aos donatários menos ricos. Em contrapartida, as que mais atraíram atenção foram as do extremo norte, perto da foz do Amazonas, e as do extremo sul, perto do rio da Prata. Nesses casos, os rios davam acesso ao interior, onde se esperava encontrar minas de ouro e prata, como na costa ocidental da América.
Também por isso, as capitanias baianas não prosperaram. Os donatários tinham poucos recursos humanos, materiais e financeiros e dependiam da Coroa. A Coroa, por sua vez, não via retorno imediato e mandou pouca ajuda.
O governo-geral e a fundação de Salvador
Para substituir o regime de capitanias, D. João III decidiu instalar um governo-geral com sede na Bahia. Embora distante dos extremos da costa, a região oferecia boas condições para dar “favor e ajuda às outras capitanias”.
Assim, foi nomeado Tomé de Sousa. De acordo com o regimento de 17 de dezembro de 1548, ele deveria erguer “uma fortaleza e povoação grande e forte num lugar conveniente”. Em 29 de março de 1549, Tomé de Sousa chegou à Bahia e fundou Salvador, a primeira capital do Brasil.
Desde os dois primeiros governos-gerais, havia diferenças nítidas entre Salvador, com o Recôncavo em volta da baía, e o interior mais distante. Depois das guerras contra os indígenas de Jaguaripe e do Paraguaçu (1558 e 1559), os portugueses ocuparam Matuim e Passé. Mais tarde, a incorporação dos sertões veio não só com boiadas e currais, mas também com guerras contra os povos amoipiras, acroás e paiaiás.

Religião e povoamento
A religião também teve papel importante. Em 1551, Roma criou em Salvador a primeira diocese do Brasil, e o bispo D. Pero Fernandes Sardinha chegou no ano seguinte. Além disso, os padres da Companhia de Jesus e os frades de São Francisco e do Carmo tiveram grande atuação na colônia.
Outro estímulo ao povoamento foi a descoberta de ouro na serra de Jacobina. Ao mesmo tempo, conforme a conquista do território avançava, formaram-se quatro zonas de produção:
- Recôncavo, para a cana-de-açúcar;
- Jaguaripe e Camamu, para a farinha de mandioca;
- tabuleiros ou areais, para fumo e mandioca;
- o sertão, para o gado.
A economia colonial
A principal característica da economia da Bahia, e de todo o Brasil colonial, foi estar voltada para o mercado externo. Ou seja, as terras baianas forneciam matérias-primas e produtos tropicais que interessavam à Europa.
Essa economia de exportação teve como base o trabalho de pessoas escravizadas. Porém, desenvolveu-se de forma variada, com produtos como pau-brasil, açúcar, algodão, fumo, ouro, madeiras, couro cru, cachaça e farinha.

História da Bahia na Colonização, Império e República
A história da Bahia é rica e cheia de facetas, pois reflete interações culturais, políticas e econômicas ao longo de mais de cinco séculos.
Desde a ocupação holandesa, no início do século XVII, até a luta pela independência, que moldou a identidade nacional, cada período deixou sua marca.
História da Bahia na colonização, império e república
Durante o Império, a Bahia se destacou como centro político e econômico. Já a República trouxe novas dinâmicas sociais e políticas, incluindo a Revolução de 1930, que abriu caminho para a modernização do estado.
Por fim, a industrialização, sobretudo a partir da segunda metade do século XX, transformou a economia baiana e consolidou a Bahia como polo industrial e turístico.
- Ocupação Holandesa
- Luta pela Independência
- Império
- República
- Revolução de 1930 e Modernização
- Industrialização
1. Ocupação Holandesa
No início do século XVII, graves acontecimentos interromperam a prosperidade da Bahia. Com a união das coroas de Portugal e Espanha, o Brasil foi proibido de comerciar com a Holanda. Além disso, a riqueza do açúcar despertava a cobiça holandesa. Por isso, em 1623, a Holanda decidiu atacar a Bahia.

Em maio de 1624, chegou a Salvador a esquadra comandada por Jacob Willekens, com 26 navios e 500 bocas de fogo. Os invasores ocuparam a cidade com facilidade e ficaram ali por cerca de um ano. Então, em 1625, foram expulsos pela armada luso-espanhola de D. Fradique de Toledo Osório.
Inconformados com a perda da capital, os holandeses voltaram em 1638, quando já dominavam Pernambuco, tomado em 1630. Dessa vez, o ataque foi comandado por Maurício de Nassau, que iniciou o cerco em 16 de abril e se retirou, derrotado, no fim de maio. A defesa ficou a cargo do conde de Bagnuolo.
Em resumo, a presença holandesa na Bahia foi mais curta e deixou menos marcas do que em Pernambuco. Passadas as invasões, que prejudicaram muito a produção local, a Bahia retomou o progresso anterior.
2. Luta pela Independência
Revoltas no período colonial
No fim do século XVIII, 164 comerciantes exportadores e importadores atuavam em Salvador. O comércio se voltava para a Europa, a África, o Rio Grande do Sul e os portos do Prata. Entretanto, surgiram vários conflitos entre os moradores da capitania e as autoridades que governavam em nome do rei de Portugal.
No motim do Maneta (outubro de 1711) e no levante do Terço Velho (maio de 1728), os revoltosos ainda não apontavam a condição de colônia como causa dos problemas. Já na Conjuração Baiana de 1798, também chamada de Revolta dos Alfaiates, a situação colonial aparece como a raiz do monopólio comercial, dos preços fixos e dos impostos abusivos. Além disso, os conjurados exigiam igualdade de direitos para todos, sem distinção de cor ou origem social.
Mesmo depois que a capital do Brasil passou para o Rio de Janeiro, em 1763, Salvador continuou a ser um centro político influente. Ali, grupos de patriotas, militares e civis acabariam por iniciar a luta pela separação de Portugal.
A guerra pela Independência na Bahia
Esses grupos participaram da Revolução de 1817, em Pernambuco. Depois, em fevereiro de 1821, levaram a Bahia a aderir ao movimento constitucionalista, que acabou com a monarquia absoluta em Portugal.
Contudo, os liberais de Lisboa adotaram medidas contrárias aos interesses do Brasil e aprovaram a ocupação militar de Salvador por tropas portuguesas, em fevereiro de 1822. Assim, a luta pela independência virou na Bahia uma guerra longa e dolorosa.
O conflito começou com o “25 de junho” de 1822, em Cachoeira, e teve episódios heroicos, como a batalha de Pirajá, em 8 de novembro de 1822. Em 1823, houve novos combates na Baía de Todos os Santos e nos arredores de Salvador. Em seguida, superada a divergência com o general francês Pedro Labatut, o coronel José Joaquim de Lima e Silva ordenou, em 3 de junho, a ofensiva que forçou a retirada portuguesa.
Finalmente, em 2 de julho de 1823, a Bahia festejou a vitória. Até hoje, o 2 de Julho é feriado no estado e é celebrado com tanta devoção quanto o 7 de Setembro. Nessa luta, destacou-se a baiana Maria Quitéria, que se alistou disfarçada de homem e combateu até o fim da guerra. Veja também a história da Independência do Brasil.
3. Império
Revoltas no Império
Após a independência, a Bahia apoiou a união de todas as províncias em um só país. Mesmo assim, houve no estado os movimentos federalistas de 1832 e 1833, ligados ao capitão Bernardo Miguel Guanais Mineiro. Em 1837, por sua vez, estourou a Sabinada, liderada pelo médico e jornalista Francisco Sabino Vieira.

Antes disso, em janeiro de 1808, a família real portuguesa havia desembarcado em Salvador, onde D. João assinou a abertura dos portos às nações amigas.
A Sabinada resistiu por cerca de quatro meses e chegou ao sertão, em Feira de Santana e Vila da Barra, com combates violentos. Além disso, a instabilidade da época aparece nos levantes de escravizados, como a Revolta dos Malês, de muçulmanos africanos, em 1835. Também houve circulação de moedas falsas e lutas entre famílias, como as que ensanguentaram o vale do São Francisco.
Economia e transportes no século XIX
Em 1843, foram descobertas as regiões diamantíferas da serra do Açuruá. Ao mesmo tempo, sucessivos planos pediam meios de comunicação eficientes entre o Recôncavo e o sertão. Inaugurada em 1819, a navegação a vapor ligou Salvador às cidades fluviais (Santo Amaro, Cachoeira, Nazaré) e às do litoral sul (Camamu, Ilhéus).
Em 1853, o governo assinou o primeiro contrato da estrada de ferro Bahia–São Francisco. Depois, com outras linhas, ela formou a rede ferroviária baiana do século XIX. Da mesma forma, alguns engenhos adotaram máquinas a vapor e novas variedades de cana, como o grande engenho montado por Francisco Gonçalves Martins em 1859.
Já em 1841, fundara-se uma companhia para instalar fábricas na Bahia. Mais tarde, com o fim do tráfico de escravizados, em 1850, muitos comerciantes passaram a investir em bancos, caixas de crédito e companhias de seguro. Além disso, os governos procuraram ampliar a escolaridade e organizar o ensino.
A crise de 1873
No entanto, vários problemas se somaram: a queda do preço do açúcar, a concorrência dos diamantes sul-africanos com os das Lavras, a difícil transição para o trabalho livre e as péssimas condições de saúde e higiene nas cidades. Como resultado, a província mergulhou na grande crise de 1873.
O preço do açúcar não cobria os custos, e os negócios paravam. Portanto, a decadência econômica era evidente. Ainda assim, foi com relativa tranquilidade política que a Bahia viveu a abolição (1888) e a proclamação da República (1889).
4. República
A proclamação na Bahia
Na Bahia, a República foi proclamada pelo coronel Frederico Cristiano Buys, em 16 de novembro de 1889. Na época, governava a província o conselheiro José Luís de Almeida Couto, e o comandante de armas era o marechal Hermes Ernesto da Fonseca, conhecido monarquista.
Com as primeiras notícias do Rio, na manhã do dia 15, políticos monarquistas começaram a planejar uma resistência armada. Antecipando-se, o coronel Buys chamou o líder republicano Virgílio Clímaco Damásio ao forte de São Pedro, onde proclamou a República às seis da tarde do dia 16. Depois, o marechal Hermes também aderiu, sobretudo após a partida do imperador para a Europa.
Em seguida, Rui Barbosa, ministro da Fazenda do governo provisório, indicou Manuel Vitorino Pereira para governador, em vez de Damásio. Vitorino, professor de medicina, mais tarde chegaria a ocupar interinamente a Presidência da República.
Os primeiros governos republicanos
Inconformados com a ascensão dos antigos liberais, ex-membros do Partido Conservador provocaram a renúncia de Vitorino, em abril de 1890. Então, o marechal Hermes da Fonseca assumiu o governo. Seguiram-se a primeira constituição estadual, a eleição indireta de José Gonçalves da Silva, sua deposição em novembro de 1891 e a nomeação do contra-almirante Leal Ferreira.
Foi, portanto, uma fase confusa. O primeiro governador eleito pelo voto direto foi o médico Joaquim Manuel Rodrigues Lima (1892–1896). Já no governo de Luís Viana (1896–1900), ocorreu a sangrenta Guerra de Canudos, que revelou ao país a pobreza do sertão.
Os governos de Severino Vieira (1900–1904) e José Marcelino de Sousa (1904–1908) melhoraram a navegação e a infraestrutura. Por outro lado, João Ferreira de Araújo Pinho (1908–1911) renunciou em meio a tensões políticas. A disputa entre a câmara estadual e o grupo de José Joaquim Seabra culminou no bombardeio de Salvador, em 10 de janeiro de 1912.
De 1912 a 1916, Seabra urbanizou Salvador. Depois, Antônio Muniz de Aragão (1916–1920) enfrentou revoltas no sertão. Em 1920, a nova eleição de Seabra provocou a chamada “guerra do sertão contra a capital”, e o governo de Epitácio Pessoa decretou intervenção federal no estado.
Economia na Primeira República
Do fim do século XIX ao início do XX, a economia de exportação avançou. A lavoura de cacau, por exemplo, chegou a representar 20% do orçamento do estado. Além disso, em 1904, havia 141 fábricas, entre elas 12 de fiação e tecelagem, três de calçados e 12 de charutos.
Contudo, o comércio exportador era dominado por empresas estrangeiras. Durante a Primeira Guerra Mundial, sofreu restrições e, após a crise de 1929, as exportações de cacau caíram drasticamente. O parque industrial, embora pequeno, incluía nove fábricas têxteis e 16 usinas de açúcar, enquanto grandes áreas eram ocupadas pela pecuária.
5. Revolução de 1930 e Modernização
Nas eleições de 1930, a Bahia teve o candidato a vice-presidente da chapa oficial, o ex-governador Vital Soares. Mesmo assim, desde 1929 já se conspirava no estado, durante a campanha da Aliança Liberal. Em abril de 1929, aliás, Juarez Távora passou por Salvador e deixou instruções sobre o movimento que estourou no ano seguinte.
A Bahia resistiu à Revolução de 1930, e por isso houve uma espécie de ocupação militar nos dois primeiros anos da década. Depois, a situação mudou com o interventor Juracy Magalhães (1931–1935), eleito governador em seguida. Ele apoiou as lavouras de cacau e fumo, a indústria e a pecuária. No entanto, em 10 de novembro de 1937, Getúlio Vargas implantou o Estado Novo, e Juracy renunciou no mesmo dia.
Com o fim da Segunda Guerra Mundial, a coligação PSD–UDN elegeu governador Otávio Mangabeira, ex-ministro das Relações Exteriores, que lançou um programa de reformas. Vale lembrar também que o primeiro poço de petróleo do Brasil foi descoberto em Lobato, em Salvador, em 1939.
Ainda assim, a modernização só ganhou força nos anos 1950, com o planejamento econômico estadual. Os marcos foram a refinaria Landulpho Alves, a usina hidrelétrica de Paulo Afonso e a rodovia Rio–Bahia. Além disso, campanhas políticas garantiram mais royalties da Petrobras e incentivos fiscais para a indústria.
6. Industrialização
Nos anos 1960, a Bahia cresceu rapidamente com a criação do Centro Industrial de Aratu, voltado a setores como cimento e metalurgia. Ao mesmo tempo, o governo estimulou a agricultura no vale do São Francisco, que, na década seguinte, ganhou o apoio da Codevasf.
Um dos principais nomes desse período foi o polêmico Antônio Carlos Magalhães, que ocupou cargos de destaque e usou sua influência para atrair investimentos. Depois, o desenvolvimento industrial deu um salto com a inauguração do Polo Petroquímico de Camaçari, em 1978. Nessa mesma época, o turismo também se firmou como fonte de riqueza.
Por outro lado, nos anos 1990, a lavoura cacaueira do sul da Bahia entrou em crise com a vassoura-de-bruxa, um fungo que derrubou a produção e aumentou o desemprego. Por fim, em 1997, a privatização da Coelba (Companhia de Eletricidade da Bahia) marcou uma mudança na gestão dos serviços públicos.
Perguntas frequentes sobre a história da Bahia
Como começou a história da Bahia?
A história da Bahia começou em 22 de abril de 1500, com a chegada da esquadra de Pedro Álvares Cabral ao litoral sul baiano.
A região fica onde hoje estão Porto Seguro e Santa Cruz Cabrália.
Quando Salvador foi fundada?
Salvador foi fundada em 29 de março de 1549 por Tomé de Sousa, primeiro governador-geral do Brasil.
A cidade foi a capital do Brasil até 1763, quando a sede passou para o Rio de Janeiro.
O que se comemora no 2 de Julho?
O 2 de Julho celebra a vitória na guerra pela Independência na Bahia, em 1823, com a expulsão das tropas portuguesas.
A data é feriado estadual e tem desfiles cívicos em Salvador.
O que foi a Conjuração Baiana?
Foi um movimento de 1798, também chamado de Revolta dos Alfaiates, que defendia o fim do domínio português e a igualdade entre as pessoas.
Além disso, reuniu muitos artesãos, soldados e pessoas negras livres e escravizadas.
Quando os holandeses invadiram a Bahia?
Os holandeses ocuparam Salvador em maio de 1624 e foram expulsos em 1625.
Depois, em 1638, Maurício de Nassau tentou tomar a cidade, mas foi derrotado.
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