
Vídeo Documentário sobre a Baía de Todos os Santos
História
A baía recebeu o nome em 1º de novembro de 1501 (Dia de Todos os Santos), quando uma expedição portuguesa comandada por Gaspar de Lemos, com a participação de Américo Vespúcio, mapeou a região. A prática de batizar acidentes geográficos conforme o santo do dia era comum na época.
Sua ampla e profunda enseada atraiu navegadores, piratas e colonizadores por oferecer bom ancoradouro, defesa natural, águas ricas em pesca e terras férteis. Essas características influenciaram a escolha da região por Tomé de Sousa, por ordem do rei de Portugal, para a fundação de Salvador, primeira capital colonial do Brasil.
No período colonial, a baía foi um dos principais portos do Atlântico Sul para exportação de produtos como açúcar e para escoamento de metais, além de ter sido um importante ponto de chegada de pessoas trazidas da África em regime de escravidão. Recomenda-se evitar superlativos absolutos sem referência histórica quantitativa específica.


Características geográficas
A Baía de Todos-os-Santos é composta por três sub-baías principais:
- Baía de Itaparica — formada pela extensa Ilha de Itaparica e a costa ocidental;
- Baía de São Francisco — com traços deltaicos e várias ilhas, entre elas a Ilha dos Frades;
- Baía do Salvador — porção oriental, mais profunda e navegável por embarcações de maior calado, que banha a capital estadual.
Muitos trechos de margem são baixos e cobertos por manguezais. O principal rio que deságua na baía é o Paraguaçu, com aproximadamente 500–520 km de extensão segundo diferentes fontes, vindo da região da Chapada Diamantina.
Ilhas, municípios e proteção ambiental
A baía abriga diversas ilhas (Itaparica, Ilha dos Frades, entre outras) e foi incluída em área de proteção ambiental. O Decreto Estadual nº 7.595, de 5 de junho de 1999, instituiu a APA Baía de Todos-os-Santos, abrangendo águas e ilhas e estabelecendo medidas de conservação e gestão.
A APA inclui municípios como: Cachoeira, Candeias, Itaparica, Jaguaripe, Madre de Deus, Maragogipe, Salinas da Margarida, Salvador, Santo Amaro, São Francisco do Conde, Saubara, Simões Filho e Vera Cruz.
Uso, navegação e cultura
A baía é via natural de comunicação entre Salvador e os centros do Recôncavo, com intensa navegação de embarcações locais e atividades turísticas (passeios de barco, mergulho). Culturalmente, a Baía de Todos-os-Santos foi central para a formação do Recôncavo Baiano e da cidade de Salvador, contribuindo para tradições religiosas, musicais e culinárias da região.
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