Períodos Históricos do Brasil: Resumo e Linha do Tempo

Publicado em · Atualizado em

Períodos históricos do Brasil em resumo

Período Datas Marcos principais
Pré-Cabralino até 1500 Povos indígenas, sambaquis, troncos tupi e macro-jê
Pré-Colonial 1500–1530 Chegada de Cabral, expedições, extração de pau-brasil
Colonial 1530–1815 Capitanias, Governo-Geral, açúcar, ouro, escravidão
Reino Unido 1815–1822 Corte no Rio de Janeiro, Revolução Pernambucana
Imperial 1822–1889 Independência, Regências, café, Guerra do Paraguai, abolição
Republicano 1889–hoje República Velha, Era Vargas, Ditadura Militar, Nova República

Os períodos históricos do Brasil nasceram de um longo e complexo processo de disputas entre projetos de nação, marcado por fortes momentos de instabilidade. Neste guia, você vai ver cada um deles em ordem, com as datas, os fatos principais e links para se aprofundar.

A história do Brasil, no entanto, não tem um marco inicial bem definido. Tradicionalmente, usa-se a chegada dos portugueses com Pedro Álvares Cabral, em 22 de abril de 1500, ao litoral do atual estado da Bahia: seria o chamado “descobrimento do Brasil”.

Ainda assim, cabe lembrar que se trata de uma descoberta dos portugueses. Afinal, diversos povos indígenas já habitavam o território que viria a ser o Brasil muito antes de qualquer europeu desembarcar nele.

O Brasil como uma sucessão de projetos

O Brasil é o resultado histórico de diversos projetos que se sucederam num mesmo território. Primeiro, houve um projeto de conquista; depois, um projeto de colonização; já no século XIX, um projeto de Império e de construção de um Estado-nação; e, por fim, o projeto de uma República, que é o que se mantém até hoje.

Nossos hinos, bandeiras, brasões, emblemas e tudo aquilo que remete à identidade nacional dizem respeito a essa construção. Por isso, muitos historiadores preferem falar na “invenção do Brasil”, da qual se sucederam projetos diferentes.

Períodos Históricos do Brasil

Períodos Históricos do Brasil - Período Colonial até Nova República

Períodos Históricos do Brasil

Linha do tempo dos períodos históricos do Brasil
Períodos Históricos do Brasil

1. Período Pré-Cabralino (até 1500)

Antes da chegada dos portugueses, diversos povos ocupavam o território que, futuramente, seria chamado de Brasil. O Período Pré-Cabralino diz respeito, como o nome sugere, à história anterior ao contato entre esses povos e os europeus.

Durante algum tempo, era comum chamá-lo de “Pré-História do Brasil”. Hoje, porém, grande parte dos historiadores e antropólogos considera essa expressão inadequada. Afinal, a história não começa com a chegada dos portugueses, e a historiografia desenvolveu, desde meados do século XX, métodos para analisar fontes que não são escritas.

Os primeiros habitantes

Não há consenso sobre quando os primeiros povos chegaram ao território brasileiro. A maioria dos pesquisadores fala em pelo menos 12 mil anos, mas alguns sítios arqueológicos, como os da Serra da Capivara, no Piauí, sugerem datas bem mais antigas. Além disso, por causa desse enorme intervalo de tempo, muito dessa história se perdeu.

Entre os vestígios mais estudados pela arqueologia estão os sambaquis: grandes montes de conchas, ossos e restos de alimentos acumulados pela ação humana no litoral. Eles oferecem informações importantes sobre populações que viveram aqui entre 8 mil e 2 mil anos atrás.

As línguas indígenas

Com a chegada dos jesuítas, em meados do século XVI, foram escritas gramáticas para registrar algumas línguas indígenas. Por isso, esses trabalhos guardam conhecimentos valiosos sobre os povos da época do contato.

Hoje, os linguistas reconhecem dois grandes troncos, o tupi e o macro-jê, além de famílias como a caribe e a aruaque. Desses troncos e famílias derivam muitos povos e as línguas indígenas faladas até hoje.

2. Período Pré-Colonial (1500-1530)

Depois de 22 de abril de 1500, as novas terras não despertaram, de imediato, grande interesse da Coroa portuguesa. Afinal, Portugal estava voltado para o lucrativo comércio de especiarias com as Índias, aberto pela viagem de Vasco da Gama em 1498.

Já os franceses não demoraram a enviar navios ao Atlântico Sul, pois questionavam a divisão do mundo entre Portugal e Espanha feita pelo Tratado de Tordesilhas (1494). Mais tarde, em 1555, chegaram a fundar uma colônia na Baía de Guanabara, a França Antártica.

Nesse primeiro momento, Portugal enviava expedições exploradoras para reconhecer e mapear a costa e fazer contato com os indígenas. O principal produto extraído era uma árvore nativa da Mata Atlântica, o pau-brasil.

A origem do nome Brasil

Curiosamente, o nome Brasil surgiu antes da própria terra brasileira. Desde o século XIV, mapas europeus usavam o nome, com variantes como Bracil, Brazille e Braxili, para ilhas lendárias, “expressando um horizonte geográfico ainda mítico”, segundo a historiadora Laura de Mello e Souza.

Contudo, em sua carta de 1º de maio de 1500, Pero Vaz de Caminha chamou a nova terra de Ilha de Vera Cruz. Depois, foram usados outros nomes, como Terra dos Papagaios e Terra de Santa Cruz. Aos poucos, porém, o nome Brasil, ligado ao comércio do pau-brasil, se impôs. Se quiser conhecer mais sobre esse período, leia: Período Pré-Colonial.

3. Período Colonial (1530-1815)

Em 1530, Portugal enviou Martim Afonso de Sousa à frente de uma expedição colonizadora. Sua missão era combater os traficantes franceses, fundar os primeiros núcleos de povoamento no litoral e procurar metais preciosos. Para isso, ele recebeu poderes para exercer a justiça, distribuir sesmarias e nomear funcionários.

Capitanias hereditárias e Governo-Geral

Em 1534, D. João III implantou o sistema de capitanias hereditárias. O território foi dividido em 15 lotes, entregues a 12 capitães donatários, responsáveis por colonizar e administrar cada um deles. O próprio Martim Afonso tornou-se donatário da capitania de São Vicente.

Como o sistema teve pouco sucesso, a Coroa criou em 1548 o Governo-Geral, instalado em Salvador por Tomé de Sousa em 1549, para centralizar a administração da colônia. Ainda assim, as capitanias continuaram a existir até o século XVIII.

O ciclo do açúcar e a escravidão

Foi também em São Vicente que Martim Afonso fundou, na década de 1530, um dos primeiros engenhos de açúcar do Brasil. Em seguida, o açúcar se tornou o principal produto de exportação da colônia, sobretudo em Pernambuco e na Bahia.

A produção seguia o modelo de plantation: grandes propriedades, monocultura da cana e trabalho escravo. Assim, os senhores de engenho se transformaram na principal elite econômica, social e política da colônia (veja também a sociedade açucareira).

No início, os portugueses escravizaram indígenas. Contudo, já na segunda metade do século XVI, a escravização de africanos tornou-se a principal fonte de trabalho. Ao todo, o Brasil recebeu cerca de 4,9 milhões de africanos escravizados, até que a Lei Eusébio de Queirós, de 1850, proibiu o tráfico.

A invasão holandesa

Em 1630, os holandeses invadiram Pernambuco e passaram a controlar boa parte da produção de açúcar do Nordeste. Entre 1637 e 1644, a região foi governada pelo conde Maurício de Nassau.

Depois, em 1645, os colonos luso-brasileiros iniciaram a Insurreição Pernambucana e, em 1654, os holandeses se renderam no Recife. Assim, Pernambuco, com o Recife e a cidade de Olinda, voltou ao domínio português.

Expulsos, os holandeses levaram o conhecimento do açúcar para as Antilhas, no Caribe, e passaram a concorrer com o Brasil. Por isso, o açúcar brasileiro entrou em crise na segunda metade do século XVII.

O ciclo do ouro e as revoltas

Com a crise do açúcar, as entradas e bandeiras intensificaram a busca por metais preciosos. Por fim, no final do século XVII, foram encontradas grandes jazidas de ouro na região que hoje é Minas Gerais, então parte da capitania de São Paulo. Começava, assim, o ciclo do ouro.

O Período Colonial também foi marcado por conflitos e revoltas, como as rebeliões nativistas e as conjurações separatistas. Sobretudo a partir do final do século XVII, os interesses da elite local passaram a se chocar com os da Coroa.

A Corte portuguesa no Brasil

Em 1808, ameaçada pela invasão francesa de Portugal, a Família Real portuguesa chegou ao Brasil e se instalou no Rio de Janeiro. Depois, em 1815, o Brasil foi elevado a Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves, o que encerrou formalmente o Período Colonial.

Ao mesmo tempo, desde o final do século XVIII, as colônias da América começavam a conquistar a independência. No Brasil, os conflitos entre o chamado Partido Brasileiro, que defendia os interesses locais, e os portugueses se acentuaram e culminaram, em 1822, na independência. Para conhecer mais detalhes desse período, acesse: Brasil Colônia.

4. Período Imperial (1822-1889)

O Período Imperial vai de 1822, com a independência do Brasil, até 1889, com a proclamação da República. Ele se divide em três fases:

  • Primeiro Reinado (1822-1831)
  • Período Regencial (1831-1840)
  • Segundo Reinado (1840-1889)

Antecedentes: a Corte no Rio de Janeiro

A transferência da Corte para o Rio de Janeiro preparou o caminho para a independência. Estima-se que entre 10 e 15 mil pessoas embarcaram com a família real no fim de novembro de 1807, e estruturas administrativas inteiras se mudaram para o outro lado do Atlântico.

Além disso, foram tomadas medidas importantes, como a abertura dos portos às nações amigas e a fundação do Banco do Brasil, em 1808, os tratados de 1810, a criação da Real Biblioteca e a vinda da Missão Artística Francesa, em 1816.

A partir de então, o Brasil passou por grandes transformações. Na política, por exemplo, houve em 1817 um movimento emancipacionista inspirado nos ideais iluministas, em Pernambuco: a Revolução Pernambucana, ou Revolução dos Padres, duramente reprimida pela Coroa.

Esses conflitos, somados à Revolução Liberal do Porto (1820) e ao retorno de D. João VI a Portugal (1821), foram decisivos para a independência. Portugal, porém, só a reconheceu oficialmente em 1825, depois de receber uma volumosa indenização.

4.1. Primeiro Reinado (1822-1831)

O principal nome da independência foi Pedro de Alcântara, filho de D. João VI, que se tornou o primeiro imperador do Brasil, com o título de D. Pedro I. Diferentemente do pai, Pedro I simpatizava com ideias liberais e chegou a se manifestar contra a escravidão.

Nesse contexto, a construção de símbolos nacionais, como a bandeira imperial, foi parte fundamental do novo Estado. Ao mesmo tempo, surgiram dois grupos políticos informais: o Partido Português, que reunia defensores de um governo forte e centralizado e, muitas vezes, da volta à condição de colônia; e o Partido Brasileiro, formado por comerciantes, latifundiários e senhores de escravos que queriam defender e ampliar os seus privilégios.

Em 1823, foi instalada uma Assembleia Constituinte. No entanto, D. Pedro I a dissolveu e, em 1824, outorgou a Constituição Política do Império do Brasil, de forte caráter centralizador, sobretudo por causa do Poder Moderador, exercido pelo próprio imperador.

Em resposta, os pernambucanos se revoltaram novamente e, em julho de 1824, proclamaram a Confederação do Equador, de caráter separatista e republicano. Logo em seguida, o Império se envolveu na Guerra da Cisplatina (1825-1828), o que aumentou ainda mais a impopularidade de D. Pedro I.

Além disso, a morte de D. João VI, em 1826, abriu uma crise de sucessão em Portugal. Assim, sem conseguir acalmar os ânimos no Brasil, D. Pedro I abdicou do trono em 7 de abril de 1831, em favor do filho, Pedro II, que tinha apenas cinco anos.

Como a Constituição de 1824 determinava que o imperador só poderia governar a partir dos 18 anos, foi preciso estabelecer um governo de regentes, o que inaugurou uma nova fase.

4.2. Período Regencial (1831-1840)

O Período Regencial foi marcado por conflitos constantes com o governo central e por grande instabilidade política, agravada pela crise econômica.

Na tentativa de conter as rebeliões, o Ato Adicional de 1834 revisou pontos da Constituição de 1824 e deu, entre outras coisas, mais autonomia às províncias. Contudo, isso não foi suficiente. Entre as revoltas regenciais, destacaram-se:

  • Revolta dos Malês (1835), em Salvador
  • Cabanagem (1835-1840), no Pará
  • Revolução Farroupilha (1835-1845), no Rio Grande do Sul
  • Sabinada (1837-1838), na Bahia
  • Balaiada (1838-1841), no Maranhão

Por fim, em julho de 1840, os liberais promoveram o Golpe da Maioridade, que declarou D. Pedro II, com apenas 14 anos, apto a governar. Foi uma tentativa de ganhar espaço no governo e, ao mesmo tempo, de conter as revoltas que se espalhavam pelo país.

4.3. Segundo Reinado (1840-1889)

Durante o Segundo Reinado, o Brasil passou por transformações profundas. A economia, em dificuldades desde o declínio do ouro, encontrou no aumento do consumo de café no exterior a chance de ampliar as exportações. Assim, o ciclo do café, que já existia antes da chegada da Corte, se acelerou.

Consequentemente, o poder econômico se transferiu do Nordeste para o Sudeste, onde ficavam as plantações de café. Ao mesmo tempo, o sistema escravista passou a sofrer fortes pressões, sobretudo da Inglaterra, que exigia o fim do tráfico de escravizados.

No entanto, só a partir da Lei Eusébio de Queirós, de 1850, o combate à escravidão começou de fato. Vieram depois a Lei do Ventre Livre (1871), a Lei dos Sexagenários (1885) e, por fim, a Lei Áurea, de 13 de maio de 1888, que aboliu a escravidão.

Guerra do Paraguai e fim do Império

Outro evento importante, tanto para a abolição quanto para a queda da monarquia, foi a Guerra do Paraguai (1864-1870). Escravizados foram enviados ao campo de batalha, muitos à força, com a promessa de alforria depois do conflito.

Após a vitória, o Brasil ficou muito endividado e D. Pedro II saiu politicamente enfraquecido. Ao mesmo tempo, os militares ganharam espaço no debate político. Foram eles, aliás, que lideraram a proclamação da República, em 15 de novembro de 1889.

5. Período Republicano (1889 até hoje)

A República, regime em que o Brasil vive até hoje, costuma ser dividida assim:

  • Primeira República ou República Velha (1889-1930)
  • Governo Provisório de Vargas (1930-1934)
  • Governo Constitucional de Vargas (1934-1937)
  • Estado Novo (1937-1945)
  • República de 1946 ou Quarta República (1945-1964)
  • Ditadura Militar (1964-1985)
  • Nova República (1985 até hoje)

É importante destacar que, mesmo sob a República, o Brasil teve historicamente sérias dificuldades para manter a democracia. Durante esse período, por exemplo, o país teve seis constituições (1891, 1934, 1937, 1946, 1967 e 1988), duas delas, a de 1937 e a de 1967, de caráter fortemente autoritário.

5.1. Primeira República (1889-1930)

Logo no começo da República, durante o governo de Prudente de Morais, o primeiro presidente civil eleito pelo voto direto, aconteceu um dos maiores conflitos armados da história do país: a Guerra de Canudos (1896-1897), no sertão da Bahia, contra a comunidade liderada por Antônio Conselheiro.

A Primeira República também foi marcada pela alternância no poder entre as oligarquias de São Paulo e de Minas Gerais, a chamada política do café com leite. Esse arranjo isolava os outros estados e consolidava a hegemonia do Sudeste.

Por fim, em 1930, a eleição de Júlio Prestes, candidato do presidente Washington Luís, foi contestada pela Aliança Liberal. Então, um movimento civil-militar liderado por Getúlio Vargas derrubou o governo: era a Revolução de 1930, que abriu uma nova fase da República.

5.2. A bandeira do Brasil República

A bandeira republicana manteve as cores da bandeira do Império. Segundo a tradição, o verde representava a casa de Bragança, de D. Pedro I, e o amarelo, a casa de Habsburgo, da imperatriz Leopoldina.

5.3. Era Vargas (1930-1945)

Durante a Era Vargas, houve um rearranjo das forças políticas, com mais peso para os setores médios das cidades. Foi também um período de forte industrialização. Em 1º de maio de 1943, por exemplo, foi criada a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), que unificou e ampliou os direitos dos trabalhadores.

Contudo, é importante lembrar que o Estado Novo (1937-1945) foi uma ditadura, que perseguiu opositores, sobretudo ligados ao Partido Comunista, e que em alguns momentos se aproximou da Ação Integralista Brasileira, de inspiração fascista.

Ao mesmo tempo, Vargas tinha forte presença no movimento dos trabalhadores e controlava de perto os sindicatos. Por isso, muitas vezes é chamado de populista. Ainda assim, parte da historiografia critica esse rótulo, pois o apoio que ele recebeu se explica, em grande medida, pelo atendimento de demandas reais dos trabalhadores. Até hoje, Vargas é a principal referência do trabalhismo brasileiro.

Da volta de Vargas ao golpe de 1964

Depois do fim do Estado Novo, em 1945, o Brasil viveu um período democrático, mas marcado por pressões políticas. Vargas foi eleito pelo voto direto em 1950 e assumiu em 1951. No entanto, sob forte pressão da oposição, em especial da União Democrática Nacional (UDN), e de setores militares, suicidou-se em 24 de agosto de 1954.

O clima de instabilidade, porém, continuou. Em 1961, após a renúncia de Jânio Quadros, os militares tentaram impedir a posse do vice, João Goulart, ex-ministro do Trabalho de Vargas. Então, Leonel Brizola, governador do Rio Grande do Sul, liderou a Campanha da Legalidade para garantir a posse.

Mesmo assim, em 1º de abril de 1964, um golpe militar, com apoio dos Estados Unidos, derrubou Goulart e instaurou uma ditadura que durou 21 anos.

5.4. Ditadura Militar (1964-1985)

Durante a Ditadura Militar, muitos direitos garantidos pela Constituição de 1946 foram suspensos por meio dos atos institucionais. Em dezembro de 1968, por exemplo, o AI-5, considerado “o golpe dentro do golpe”, permitiu fechar o Congresso, impôs censura prévia a filmes, livros, peças e programas de televisão e suspendeu o habeas corpus para crimes políticos. Assim, a repressão foi institucionalizada.

Ao mesmo tempo, surgiram importantes movimentos artísticos ligados à resistência ao regime, como o Cinema Novo e o Tropicalismo, que revolucionaram a arte brasileira.

A partir de 1974, começou a abertura política, “lenta, gradual e segura”. Em 1985, o Colégio Eleitoral elegeu indiretamente Tancredo Neves, que morreu antes de tomar posse. Por isso, o vice, José Sarney, assumiu a Presidência em março de 1985, encerrando a Ditadura Militar.

5.5. Nova República (1985 até hoje)

Assim começou a Nova República, o período democrático mais longo da história do Brasil. Seus primeiros anos foram marcados pelo combate à hiperinflação e por uma dívida externa que havia crescido cerca de 30 vezes durante os governos militares.

Em 1988, foi promulgada a atual Constituição, chamada de Constituição Cidadã por ampliar direitos e o acesso a serviços públicos. Depois, em 1989, Fernando Collor se tornou o primeiro presidente eleito pelo voto direto desde 1960.

Desde 1985, nove pessoas ocuparam a Presidência. Além disso, a Nova República já passou por dois processos de impeachment: o de Fernando Collor, em 1992, e o de Dilma Rousseff, em 2016. Por ser um processo ao mesmo tempo político e jurídico, o impeachment costuma gerar intensos debates sobre o equilíbrio entre os poderes e o respeito ao voto popular.

Perguntas frequentes sobre os períodos históricos do Brasil

Quais são os períodos históricos do Brasil?

Em geral, a história do Brasil é dividida em Período Pré-Cabralino (até 1500), Pré-Colonial (1500-1530), Colonial (1530-1815), Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves (1815-1822), Imperial (1822-1889) e Republicano (de 1889 até hoje).

Quando começou o Período Colonial?

Começou em 1530, com a expedição de Martim Afonso de Sousa, que fundou os primeiros núcleos de povoamento. Depois, em 1534, vieram as capitanias hereditárias e, em 1549, o Governo-Geral.

Quais são as fases do Período Imperial?

São três: o Primeiro Reinado (1822-1831), com D. Pedro I; o Período Regencial (1831-1840); e, por fim, o Segundo Reinado (1840-1889), com D. Pedro II.

Quais são as fases da República brasileira?

Primeira República (1889-1930), Era Vargas (1930-1945), República de 1946 (1945-1964), Ditadura Militar (1964-1985) e, por fim, Nova República (de 1985 até hoje).

Qual é o período democrático mais longo do Brasil?

É a Nova República, iniciada em 1985 e regida pela Constituição de 1988. Afinal, nenhum outro período democrático do país durou tanto tempo.

Por que se fala em “invenção do Brasil”?

Porque o território já era habitado por muitos povos antes de 1500. Por isso, muitos historiadores preferem dizer que os portugueses não “descobriram”, mas deram início à construção, ou “invenção”, do Brasil como colônia e, mais tarde, como nação.

Willy Sievert

Escrito por Willy Sievert

Editor do Bahia.ws desde sua fundação em 2009. Morador de Salvador, viaja com frequência pelo Nordeste e por todo o Brasil para manter os guias atualizados. Conheça mais sobre Willy Sievert →

Hide picture