História do Palácio dos Leões em São Luís do Maranhão
O Palácio dos Leões é um dos marcos históricos e arquitetônicos mais importantes de São Luís, Maranhão. Com uma área construída de três mil metros quadrados, o palácio é dividido em três alas: residencial, administrativa e visitação.

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Palácio dos Leões em São Luís do Maranhão
1. História do Palácio dos Leões
O Palácio dos Leões abriga uma coleção de 1.300 objetos de arte expostos em cinco nobres salões. Esse acervo inclui telas de artistas renomados, cristais, prataria portuguesa, tapetes franceses e porcelanas. Um dos destaques é a coleção de gravuras do jornalista e teatrólogo maranhense Arthur Azevedo.
O Palácio, que é a sede política e institucional do Governo do Estado do Maranhão, data historicamente de 8 de setembro de 1612. Nesse dia, os franceses, sob o comando de Daniel de La Touche, Senhor de La Ravardière, estabeleceram a França Equinocial entre os estuários dos rios Anil e Bacanga, na Ilha de Upaon Açu, dando início à construção de um forte que recebeu o nome de São Luís, em homenagem ao Rei da França.
Após a expulsão dos franceses em 1615, o capitão-mor Jerônimo de Albuquerque iniciou a construção da residência dos governadores no local do forte São Luís, conhecido pelos portugueses como São Filipe, utilizando mão de obra indígena e seguindo o projeto do engenheiro militar Francisco de Frias Mesquita.
Em 1766, o governador Joaquim de Mello e Póvoas determinou a demolição do antigo Palácio do Governo e iniciou a construção de uma nova sede. O edifício, feito de pedra e cal, apresentava uma arquitetura sóbria e acachapada, com beirais salientes e telhado baixo. A entrada, inicialmente lateral, foi deslocada para o centro durante a reforma de 1857.
Durante todo o período do império, o Palácio dos Leões passou por várias reformas.

2. Reformas do Palácio dos Leões
Em 1968, o então governador José Sarney realizou melhorias internas no prédio, que já havia passado por diversas reformas. O Palácio foi ampliado com a aquisição do prédio da antiga delegacia fiscal do Tesouro Nacional, que se localizava ao lado, aumentando significativamente suas instalações administrativas.
Em 1970, o governador Pedro Neiva de Santana complementou e finalizou a decoração do Palácio dos Leões, iniciada no governo Sarney, recuperando a pinacoteca e reformando a decoração de todas as salas e dependências, incluindo a instalação de candelabros, tapetes e cortinas.
Na última reforma, foram recuperadas as instalações principais e o telhado, além de ter sido iniciado o registro das obras de arte, mobiliário, prataria, louças e outros bens e objetos para inventário.

3. Acervo Cultural
O Palácio dos Leões guarda um rico acervo cultural. Com uma estrutura frontal imponente, vigiada por dois leões representando o Poder Executivo, o palácio oferece três mil metros quadrados de área construída, dividida em três alas: residencial, administrativa e visitação. Esses espaços abrigam um acervo cultural riquíssimo, composto por pinacoteca, esculturas, porcelanas, prataria, cristais e mobiliário.
Os cinco salões nobres guardam 1.300 obras de inestimável valor artístico, que estão inventariadas, tombadas e catalogadas, e podem ser admiradas pelos visitantes. Entre as peças expostas, encontram-se candelabros, castiçais, tapetes franceses, lustres de cristais, porcelanas finas de países como China, França e Áustria, além de pratarias portuguesas.
O Palácio abriga um mobiliário eclético, com peças que remontam a mais de 200 anos.

3.1 Raridades
O acervo do Palácio dos Leões inclui ainda raridades, como um Biedermier artesanal e o Arcais (móvel utilizado para guardar objetos eclesiásticos), que pertenceu à capela do Bom Jesus dos Navegantes. Outra preciosidade é a coleção de artes plásticas de Arthur Azevedo, que pertencem ao acervo da Casa, incluindo quadros a óleo de artistas renomados, como Eliseu Visconti, Vitor Meireles e Parreiras.
4. Arquitetura
A arquitetura do Palácio dos Leões é uma mistura de influências históricas. A estrutura atual apresenta uma fachada neoclássica, com grandes colunas e ornamentação detalhada, típica dos edifícios da era colonial. O interior é luxuosamente decorado, incluindo móveis de época, obras de arte e artefatos históricos.
5. Significado Cultural e Histórico
O Palácio dos Leões não é apenas um edifício governamental, mas também um símbolo do patrimônio cultural e histórico do Maranhão. Abriga valiosas coleções de arte e documentos históricos que refletem a rica história da região, sendo um local importante para entender a história colonial e a evolução cultural de São Luís.
6. Funções
- Sede do Governo: O palácio serve como residência oficial e escritório do Governador do Maranhão.
- Museu: Partes do palácio estão abertas ao público como museu, exibindo exposições sobre a história e a cultura do Maranhão, incluindo artefatos, obras de arte e documentos históricos.
- Eventos Culturais: Os terrenos e salões do palácio são utilizados para diversos eventos culturais, cerimônias oficiais e recepções.
7. Localização
O Palácio dos Leões está situado no centro histórico de São Luís, um Patrimônio Mundial da UNESCO. Sua localização proporciona vistas deslumbrantes da cidade e da Baía de São Marcos, aumentando seu charme como destino turístico.
8. Visitação
O palácio é uma atração turística popular em São Luís. Os visitantes podem fazer visitas guiadas para explorar seus salões ricamente decorados, aprender sobre sua história e apreciar sua beleza arquitetônica. As visitas geralmente incluem acesso às seções do museu, onde é possível ver exposições relacionadas à história do Maranhão e do próprio palácio.
9. Significado
O Palácio dos Leões é um testemunho da riqueza histórica e cultural de São Luís. É um local chave para entender o passado colonial da região, a evolução de sua arquitetura e seu papel no desenvolvimento governamental e cultural do Maranhão.
Guia Turístico de São Luís do Maranhão
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