Alcântara: Um Destino Turístico Imperdível

Descubra Alcântara: História, Cultura e Atrações do Maranhão

Alcântara, localizada no estado do Maranhão, Brasil, é uma cidade rica em história e cultura, oferecendo um destino turístico encantador.

Entre os séculos XVIII e XIX, Alcântara foi uma das cidades maranhenses mais prósperas. Para explorar esse reduto histórico, é necessário fazer uma travessia de barco que parte do bairro Praia Grande, no centro histórico de São Luís.

A principal atração da cidade são os vestígios de épocas passadas, como as ruínas do mercado de escravos Palácio Negro e do prédio da prefeitura, que abrigou uma cadeia pública no século XVIII.

Outras atrações incluem a Praça do Pelourinho, o Museu Histórico, e as ruínas da Igreja Matriz de São Matias e da Igreja de Nossa Senhora do Carmo, onde estão os restos de dois palacetes construídos por famílias que rivalizavam para receber o imperador Dom Pedro II, além das belas praias da região.

Alcântara no Maranhão
Alcântara no Maranhão

Acesso e Distância

As ruas de Alcântara, distante apenas 22 quilômetros de São Luís do Maranhão, conduzem o turista a um mergulho na história.

Patrimônio Histórico

Nelas se alternam ruínas e casas que documentam o apogeu e o declínio da cidade, cujo nascimento remonta ao começo do séc. XVII.

Nos séculos seguintes, Alcântara cresceu graças à lavoura, sobretudo de cana-de-açúcar e, depois, de algodão, apoiada na mão-de-obra escrava — a presença maciça de descendentes de africanos é herança dessa época.

Alcântara no Maranhão
Alcântara no Maranhão

Importância Regional

No início do Oitocentos, Alcântara era a terceira em importância na região, perdendo apenas para Belém e São Luís. Como aconteceu com São Luís, o fim do modelo escravagista contribuiu para sua decadência; diferentemente da capital, porém, muitas de suas construções transformaram-se em ruínas.

Dos séculos de fausto, restou um conjunto de mais de trezentos prédios que a elevaram, em 1948, à condição de patrimônio nacional.

Contraste Moderno

A placidez da antiga cidade contrasta com o fato de que, desde 1980, ela abriga uma base de lançamento de foguetes, a 7 quilômetros do centro.

Visitas e Atrações

A visita ao local ocorre às terças-feiras, a partir de São Luís, somente sob agendamento com a Secretaria de Estado do Turismo. Faltam a Alcântara bons hotéis e guias credenciados; por isso, a cidade vale um passeio de um dia para quem está em São Luís.

Alcântara MA
Alcântara MA

Transporte

A melhor forma de alcançá-la a partir da capital é tomar uma lancha no terminal hidroviário: embora esteja no continente, o acesso de carro até ela — em uma estrada de condições muito ruins — pode levar até duas horas, contra uma hora e quinze minutos de navegação.

As lanchas saem às 7 e às 9 horas e retornam por volta das 17 horas, conforme as condições da maré.

Alcântara no Maranhão
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Atrações Turísticas de Alcântara

  1. Museu Histórico
  2. Casa Histórica do IPHAN
  3. Igrejas de Alcântara
  4. Pelourinho
  5. Festa do Divino Espírito Santo
  6. Praias e Natureza

1. Museu Histórico

Por pouco este sobrado de azulejos azuis e brancos não teve a honra de abrigar Dom Pedro II.

Quando se anunciou que o imperador viria a Alcântara, a família Viveiros, que nele residia, começou a se preparar para hospedá-lo; o mesmo se deu com os Ferreira, que moravam do outro lado da praça da Matriz.

Museu Histórico de Alcântara MA
Museu Histórico de Alcântara MA

Com a proclamação da República, a visita foi cancelada. Sobrou, na antiga residência dos Viveiros, que desde 1977 funciona como Museu Histórico, uma cama de ferro que serviria ao imperador.

É um dos destaques da casa, onde viveu o jurista Clóvis Beviláqua. A escrivaninha dele, quadros, fotos antigas da cidade, joias da igreja de São Matias e uma coleção de santos de pau oco completam o acervo. Praça da Matriz, s/n, Centro Histórico.

2. Casa Histórica do IPHAN

Constam em seu acervo objetos de ingleses e portugueses datados do período compreendido entre os séculos XVII e XIX. Uma bela coleção de azulejos, pinturas, móveis e porcelanas são as principais atrações. Praça da Matriz, 7, Centro Histórico.

3. Igrejas de Alcântara

O cartão-postal de Alcântara mostra as ruínas de uma igreja — a de São Matias (Praça da Matriz, Centro Histórico). Há relatos de que em 1662 já se erguia no local uma capela dedicada àquele santo.

A igreja propriamente dita começou a ser construída em 1648, mas nunca foi concluída e deixou de ser utilizada em 1884.

Igreja de Nossa Senhora do Carmo em Alcântara MA
Igreja de Nossa Senhora do Carmo em Alcântara MA

Já na Igreja de Nossa Senhora do Carmo (largo do Carmo, rua Grande, Centro Histórico), datada de 1665 e cujo interior foi restaurado em 2000, o altar-mor, a sacristia, o púlpito, a tribuna e os balcões chamam a atenção pela exuberância do estilo rococó.

A nave principal abriga jazigos antigos e azulejaria portuguesa.

Na Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos (largo do Rosário, rua Dr. Silva Maia, Caravelas), o altar-mor se sobressai.

Como em todo o Brasil, também no Maranhão esta é a santa de devoção dos negros; ainda hoje é no seu adro que ocorre a festa em honra de São Benedito — outro santo negro — celebrada na primeira lua cheia de agosto.

4. Pelourinho

Quando a notícia de que a escravidão fora abolida chegou a Alcântara, o pelourinho, que ficava diante da Igreja de São Matias, na praça principal, foi arrancado a marteladas — e desapareceu.

Só em 1948 ele voltaria ao local, reencontrado por uma equipe do Projeto Rondon, que trabalhava na cidade por ocasião do seu tombamento.

PELOURINHO DE ALCÂNTARA
PELOURINHO DE ALCÂNTARA

Feita em pedra, essa coluna cilíndrica de quase 5 metros de altura e 40 centímetros de diâmetro é, hoje, o símbolo de um tempo que passou, mas não se apaga — como tudo o que é história.

5. Festa do Divino Espírito Santo

De origem portuguesa, a celebração do Divino Espírito Santo chegou ao Maranhão no século XVII, trazida por açorianos.

Hoje, ela se estende por duas semanas sempre no mês de maio (a data é móvel) e mobiliza toda a população, em especial os descendentes de africanos.

A festa, uma das mais expressivas do Brasil, começa na quarta-feira que antecede o domingo de Pentecostes, quando o Mastro do Divino, com seus 10 metros de comprimento, é conduzido do porto até a praça da Matriz, onde ficará fincado enquanto perdurarem os festejos.

No topo do mastro é colocada a bandeira do Divino.

Na chamada Quinta da Ascensão, um colorido e animado cortejo, formado por mestre-sala, caixeiras, bandeirinhas e uma orquestra, se dirige até a Casa do Divino, residência do imperador ou da imperatriz — os personagens se alternam anualmente — que se junta ao grupo, acompanhando-o na caminhada rumo à Igreja do Carmo, onde é rezada missa e são cantadas ladainhas.

Lá, coroa-se o(a) soberano(a), e uma pomba branca, que simboliza a paz, é solta. O cortejo volta, então, para a Casa do Divino, onde, ao séquito, são servidas as ofertas: cálices de licor, xícaras de chocolate, bolos e o tradicional doce de espécie, feito por quituteiras de Alcântara, que mantêm a receita em segredo.

A festa prossegue com a participação de vários personagens: no sábado e no domingo, o mordomo régio recebe a corte e os brincantes em casa; na semana seguinte, os mordomas baixos fazem o mesmo.

Na sexta, vários bois enfeitados com flores percorrem a cidade, antes de serem mortos, na manhã do sábado, dia em que o imperador ou a imperatriz e os mordomos distribuem esmolas.

No domingo, depois de uma grande missa e de um almoço na casa do(a) soberano(a), elege-se o imperador ou a imperatriz da festa seguinte.

6. Praias e Natureza

  • Praia de Itatinga: Uma praia tranquila, perfeita para relaxar e aproveitar a beleza natural.
  • Reserva Extrativista de Cururupu: Uma área protegida que oferece oportunidades para ecoturismo e observação de vida selvagem.

História de Alcântara

Não se pode precisar a data de fundação de Alcântara, mas o certo é que em 1612 havia um aglomerado de aldeias das quais ela fazia parte, com o nome de Tapuitapera (terra dos índios).

Relações com os Franceses

Com a vinda da expedição de Daniel de La Touche, senhor de La Lavadière, e a constante infiltração de franceses nas tribos indígenas, estabeleceram-se relações amistosas entre índios e franceses. Estes últimos construíram uma capela no local.

Domínio Português

Após a expulsão dos franceses, firmou-se o domínio português, e a importância da aldeia não foi diminuída. Entre 1616 e 1618, começou a colonização portuguesa no local, com um pequeno presídio que os índios destruíram anos depois.

Toda a área – inclusive os índios que ali viviam – passou a pertencer a Matias de Albuquerque. No local, foi instalada uma guarnição que foi destruída durante uma revolta indígena e, em 1621, devido à importância econômica e estratégica da região maranhense, a Coroa Portuguesa criou o Estado Colonial do Maranhão, composto pelas capitanias independentes do Maranhão e Grão-Pará.

Capitania de Cumã

Com a subdivisão das capitanias do Maranhão e do Grão-Pará, Tapuitapera passou à condição de cabeça da capitania de Cumã, doada pelo primeiro governador do Maranhão, Francisco Coelho de Carvalho, ao seu irmão Antônio Coelho de Carvalho, em 1624. Em 1641, durante a invasão holandesa, a aldeia foi abandonada após breve período de ocupação e, em 1648, a aldeia foi elevada à categoria de vila, com o nome de Alcântara.

Igrejas e Engenhos

A essa época, já existia uma igreja de pedra e cal dedicada a São Bartolomeu, e os primeiros engenhos estavam instalados na região.

Economia

Alcântara prosperou progressivamente em todos os setores e se tornou o maior centro produtor do Maranhão, onde havia as grandes fortunas da época, construídas devido ao número elevado de escravos.

A economia local era diversificada, com ênfase na produção de algodão, açúcar e na atividade pesqueira. A influência europeia se manifestava nas plantações, que eram frequentemente administradas por proprietários que enviavam seus filhos para estudar em Coimbra (Portugal), trazendo de volta novas ideias e práticas agrícolas.

A região também atuava como um importante entreposto comercial, facilitando o comércio de produtos estrangeiros ou de outras partes do Brasil, que eram enviados para o interior do Maranhão. Essa dinâmica comercial contribuiu para o crescimento da cidade e seu desenvolvimento econômico.

Declínio

Gradativamente, porém, Alcântara perdeu importância na produção maranhense, refletindo-se a redução das atividades econômicas em sua vida social.

O declínio começou a se acentuar após a Abolição da Escravatura, quando a economia baseada em mão de obra escrava entrou em colapso.

O povoamento de outras regiões do Maranhão também contribuiu para a diminuição da população e do comércio local.

A concorrência de São Luís, com sua infraestrutura e recursos, além da migração de famílias em busca de melhores oportunidades, resultou em um processo de declínio irreversível para Alcântara.

Embora a cidade tenha sido elevada à categoria de cidade em 1836, sua grandeza não se sustentou por muito tempo.

Entretanto, a grandeza do passado ficou impressa no valioso e belo conjunto arquitetônico do século XVIII, no qual se sobressaem as sacadas de ferro e as paredes de pedra espalhadas pela cidade.

Dicas de Viagem

  • Melhor Época para Visitar: A estação seca, de junho a dezembro, é geralmente a melhor época para visitar, pois as chuvas são menos frequentes.
  • Hospedagem: Alcântara oferece diversas opções de hospedagem, desde pousadas charmosas em casarões coloniais até opções mais modernas.
  • Gastronomia: Experimente pratos típicos maranhenses, como o arroz de cuxá, peixe frito e camarão.

Guia de Turístico de Alcântara no Maranhão

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