Conde (BA): Natureza, Tradição e Paraísos Escondidos na Costa dos Coqueiros
Localizado a cerca de 180 km de Salvador, o município do Conde, na Bahia — não confundir com a cidade de mesmo nome na Paraíba —, no Litoral Norte baiano, é um destino ainda pouco explorado por muitos turistas — mas com paisagens que surpreendem até os viajantes mais experientes.
Situado na Costa dos Coqueiros, às margens da Linha Verde (BA-099), Conde encanta com suas praias tranquilas, rios sinuosos, manguezais preservados, dunas douradas e um estilo de vida que une tradição e simplicidade.

Vídeos sobre os Pontos Turísticos de Conde BA

Praias do conde, sitio do conde, siribinha, cavalo russo e rio de pedras01:40

Praia de Sítio do Conde04:50

Siribinha na Bahia

Conde BA - Guia de Turismo03:50

Praia de Siribinha em Conde BA05:40

Barra do Itariri no município do Conde (BA)01:25

Barra do Itariri em Conde BA02:19
O que fazer no município do Conde, Bahia
1. Praia de Sítio do Conde – Praia e Sossego
Principal distrito turístico do município do Conde, o Sítio do Conde é conhecido pela sua praia de mar calmo e areia clara, ideal para banhos relaxantes e caminhadas à beira-mar.
A região conta com uma boa estrutura de pousadas, bares e restaurantes, além de barracas pé na areia. É o ponto de partida perfeito para conhecer as demais atrações do município.



2. Praia dos Artistas (Corre Nu) – Para quem busca tranquilidade
Essa praia fica a apenas 3 km do Sítio e oferece um cenário rústico e encantador, com mar morno e calmo, dunas suaves e muitos coqueiros.
Perfeita para quem quer curtir o litoral em clima de paz e contato com a natureza. Quiosques simples e condomínios ao redor garantem um mínimo de conforto e infraestrutura.
3. Praia das Poças – Simples e encantadora
Com areia clara, coqueirais e ondas mais fortes, a Praia das Poças possui um pequeno povoado de pescadores e é o único porto natural da região para barcos de pequeno porte.
De lá partem passeios de canoa motorizada pelos rios e manguezais. É um ótimo ponto para quem gosta de turismo de base comunitária.

4. Cavalo Russo – Aventura nas Dunas
Imagine escorregar de uma duna com mais de 20 metros de altura direto nas águas avermelhadas de um rio! Essa é a proposta do Cavalo Russo, uma das atrações mais emocionantes da região.
O acesso pode ser feito por barco a partir de Poças (45 min) ou de Siribinha (10 min). O local também é ótimo para banho, cercado por dunas brancas e vegetação preservada.

5. Siribinha – Povoado rústico e cinematográfico
Localizada a 16 km de Sítio do Conde, a vila de Siribinha fica na foz do Rio Itapicuru e conserva um estilo de vida simples e charmoso. Rodeada por dunas, manguezais e coqueiros, Siribinha foi cenário do filme Tieta do Agreste, baseado na obra de Jorge Amado.

A vila oferece passeios de barco e bugre, além de praias tranquilas e ricas em biodiversidade.
6. Barra do Itariri – Um encontro encantador de rio com o mar
A cerca de 13 km do Sítio do Conde, a Barra do Itariri é um dos cartões-postais do município. O rio encontra o mar formando piscinas naturais, dunas suaves e bancos de areia ideais para travessias a pé na maré baixa. O visual é complementado por coqueirais e barracas rústicas, ótimas para degustar pratos típicos à beira-mar.



7. Vila Velha do Conde – Patrimônio e tradição
No alto de uma colina, essa vila pouco conhecida preserva vestígios históricos do período colonial, com igreja antiga, casarios simples e ruas de pedra. É um ótimo local para quem se interessa por história, cultura popular e fotografia.
8. Gastronomia regional
A culinária do Conde é rica e saborosa, com destaque para os frutos do mar frescos, como moquecas, camarões e ensopados. Também é possível provar acarajé, beiju, cocadas artesanais e tapiocas recheadas vendidas por moradores locais. Um verdadeiro deleite para o paladar!
9. Dicas práticas para curtir o Conde
- Como chegar: Pela Linha Verde (BA-099), saindo de Salvador em direção ao norte. A estrada é bem sinalizada.
- Melhor época para visitar: Entre setembro e março, quando o tempo está mais seco e ensolarado.
- Imperdível: Passeio de barco pelo Rio Itapicuru, descida na duna do Cavalo Russo, e pôr do sol em Siribinha.
História de Conde (BA): Terra de Tradições e Milagres
Situado no Litoral Norte da Bahia e banhado por extensas praias do Oceano Atlântico, o município de Conde é um destino que une natureza exuberante, cultura rica e história fascinante.
1. Origens Indígenas e a Chegada dos Jesuítas
Antes da chegada dos colonizadores, o território era habitado pelos bravos tupinambás, povos indígenas que dominavam a região. No período do governo de Mem de Sá, chegaram os padres jesuítas, com o objetivo de catequizar os nativos. A convivência pacífica levou à criação de uma aldeia, graças a um arrendamento de terras feito pelos jesuítas em 1621, confirmado por Garcia d’Ávila em 1650.
2. Colonização e Desenvolvimento
As férteis terras atraíram colonos portugueses, que se dedicaram à produção de cana-de-açúcar, fumo e criação de gado, resultando na construção de vários engenhos. Assim nasceu o povoado chamado Itapicuru de Baixo, elevado a freguesia em 1702 com o nome de Nossa Senhora do Monte de Itapicuru da Praia.
Em 1806, por determinação do Conde dos Arcos, a freguesia foi elevada à Vila do Conde, nome que permanece até hoje. A economia cresceu e a região prosperou — até que uma forte enchente do rio Itapicuru, em 1912, forçou a transferência da sede municipal para Esplanada, deixando Conde em segundo plano.
3. Luta pela Emancipação
Com o tempo, o povo condense se revoltou contra a situação. Líderes como Lamberto Pinto, Minervino do Carmo e Rodolfo Lins organizaram um movimento de independência. A luta foi árdua e, infelizmente, resultou na morte de Minervino. Mas o esforço deu frutos: em 10 de agosto de 1935, Conde conquistou sua emancipação política, com Hermógenes Gomes Nascimento como primeiro prefeito nomeado.
4. Localização e Economia
Conde faz divisa com Jandaíra e Rio Real (norte), Rio Inhambupe (sul), Esplanada (oeste) e o Oceano Atlântico (leste). A cidade dista aproximadamente 180 km de Salvador pela rodovia.
Hoje, com cerca de 23.654 habitantes (Censo IBGE 2022), o município tem como base econômica o turismo, o cultivo do coco da Bahia e a pecuária.
Misticismo e Fé: O Milagre do Alto do Cruzeiro
No bairro mais antigo da cidade, a Vila do Conde, encontra-se o Alto do Cruzeiro, um ponto turístico repleto de fé e lendas.
Segundo os moradores, certa vez a imagem de Nossa Senhora do Monte sumiu da igreja local e foi encontrada em cima de uma árvore, no alto de um monte. Mesmo após ser recolocada no altar, a imagem retornava sozinha ao mesmo lugar. Acreditando ser um sinal divino, os fiéis construíram ali uma capela dedicada à santa.
Hoje, o Alto do Cruzeiro é ponto de peregrinação, com destaque para uma fonte de água milagrosa que nunca seca. Visitantes buscam cura, fazem orações e deixam ex-votos como agradecimento pelas graças alcançadas.
Descubra Conde!
Entre praias paradisíacas, tradições culturais e histórias inspiradoras, Conde é muito mais que um destino turístico: é um lugar onde fé, natureza e história se encontram.
Perguntas frequentes sobre o município do Conde, Bahia
Conde, Bahia é a mesma cidade que Conde, Paraíba?
Não. São dois municípios diferentes com o mesmo nome. Este guia é sobre Conde, no litoral norte da Bahia, parte da Costa dos Coqueiros — diferente do município de Conde na Paraíba, conhecido pela praia de Tambaba.
Quantos dias são necessários para conhecer o Conde?
Para visitar as principais praias (Sítio do Conde, Barra do Itariri, Siribinha) e fazer o passeio ao Cavalo Russo, o ideal são de 3 a 4 dias.
Qual a melhor época para visitar o Conde?
Entre setembro e março, quando o tempo está mais seco e ensolarado, é a época mais indicada para aproveitar as praias e passeios ao ar livre.
Como chegar ao Conde saindo de Salvador?
O acesso é feito pela Linha Verde (BA-099), rodovia bem sinalizada que liga Salvador ao litoral norte da Bahia, em uma distância de aproximadamente 180 km.
O que é o Cavalo Russo?
É uma das atrações mais emocionantes da região: uma duna de mais de 20 metros de altura de onde é possível escorregar direto para as águas avermelhadas de um rio. O acesso é por barco, a partir de Poças ou de Siribinha.
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