Engenho São Jorge dos Erasmos foi construído na recém-fundada vila de São Vicente
O Engenho São Jorge dos Erasmos foi o terceiro engenho de açúcar a ser construído na América Portuguesa, localizado no centro da vila de São Vicente, atualmente no município paulista de Santos.
Este engenho é um dos mais notáveis monumentos do passado econômico do Brasil, sendo o único no estado de São Paulo. O monumento foi tombado pelo Patrimônio Histórico em todas as instâncias.

Contexto Histórico
Durante o período colonial, a produção de açúcar foi uma das principais atividades econômicas do Brasil, tornando-se o motor do desenvolvimento econômico nas capitanias.
Engenho São Jorge dos Erasmos
O açúcar era altamente valorizado na Europa, especialmente em países como Portugal e Inglaterra, e sua produção exigia um sistema complexo que incluía a utilização de mão de obra escrava.
A cana-de-açúcar não apenas impulsionou a economia local, mas também teve um impacto profundo na estrutura social da época, levando à formação de uma sociedade baseada em desigualdades e exploração.
O sucesso do açúcar como produto de exportação levou à implementação de novas tecnologias e técnicas agrícolas, além de fortalecer as rotas comerciais entre o Brasil e a Europa.

Fundação do Engenho
Segundo historiadores, a fundação do engenho coincide com a formação do povoamento local por volta de 1534.
O donatário da Capitania de São Vicente, Martim Afonso de Sousa, fundou o então chamado Engenho do Senhor Governador, ou Armadores do Trato, juntamente com seu irmão Pedro Lopes e outros, como Johan Van Hielst, representante em Lisboa da casa comercial da família Schetz, de Antuérpia.

Origem do Nome
Em meados de 1540, após a ida de Martim Afonso de Sousa para a Índia, o engenho passou a ser denominado Engenho São Jorge dos Erasmos. Esse nome é uma combinação de dois elementos principais:
- São Jorge: Refere-se ao santo padroeiro venerado na época, simbolizando proteção e bravura.
- Erasmos: Homenageia Erasmos Schetz, um comerciante de Antuérpia que esteve envolvido na compra do engenho.
Assim, o nome reflete tanto o aspecto religioso quanto a realidade comercial do período colonial.

Estrutura do Engenho
Com uma estrutura robusta para os padrões da época, o Engenho São Jorge dos Erasmos foi um dos três primeiros engenhos a ser construído no Brasil. Contava com:
- Um engenho d’água
- Capela
- Casa da moenda ou de engenho
- Casa das fornalhas
- Casa das caldeiras ou dos cobres
- Casa de purgar
Além disso, o engenho possuía um pasto ao lado, que se estendia até os canaviais, onde carros de bois transportavam a cana.
Contribuição Econômica
O engenho foi responsável por impulsionar a Capitania de São Vicente e o produto da cana-de-açúcar, que se espalhou por outras capitanias do Brasil, contribuindo significativamente para o desenvolvimento do país devido à fixação dos moradores nas terras.
Descobertas Arqueológicas
Pesquisadores da USP encontraram formas de pão de açúcar sob camadas de cinzas, provavelmente resultantes de um incêndio em 1615, provocado pelo pirata holandês Joris Van Spilbergen, em razão da recusa em fornecer-lhe os suprimentos que necessitava.
Preservação e Legado
Em 1958, o terreno, localizado na Rua Alan Cíber Pinto, nº 96, em Santos, foi doado à USP por Octávio Ribeiro de Araújo, da firma que urbanizou a Vila São Jorge, para sua conservação. As instalações foram restauradas e reabertas em 2005.
As ruínas do Engenho São Jorge dos Erasmos estão localizadas na divisa entre os municípios de Santos e São Vicente, no estado de São Paulo, ao sopé do Morro da Caneleira, voltadas para o mar, e compõem um importante sítio arqueológico. O engenho foi construído na recém-fundada vila de São Vicente.
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