Corumbá MS: significado, o que fazer e como chegar

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Corumbá, em Mato Grosso do Sul, fica às margens do rio Paraguai, na fronteira com a Bolívia, e é conhecida como a “capital do Pantanal”. Fundada em 1778, é uma das cidades mais antigas do estado e, além disso, a quarta mais populosa, com 96.268 habitantes (IBGE, Censo 2022). Por isso, também recebe forte influência dos costumes e tradições do país vizinho.

Resumo rápido – Corumbá MS

  • Onde fica: no oeste de Mato Grosso do Sul, à beira do rio Paraguai, na divisa com a Bolívia.
  • Distância: cerca de 400 km de Campo Grande, pela BR-262.
  • População: 96.268 habitantes (IBGE, Censo 2022).
  • Área: cerca de 64.400 km², o maior município de Mato Grosso do Sul.
  • Nome: de origem indígena; a tradução mais citada é “lugar distante”.
  • Destaques: Casario do Porto, Cristo Rei do Pantanal, Forte Junqueira, Forte Coimbra, Estrada Parque e pesca no rio Paraguai.
Vista da cidade de Corumbá MS à beira do rio Paraguai
Cidade de Corumbá, em Mato Grosso do Sul

Corumbá, a capital do Pantanal

No velho porto de Corumbá, uma série de casarões lembra a riqueza do início do século XX. Naquela época, os comerciantes recebiam produtos do mundo inteiro, que chegavam pelo rio Paraguai.

Hoje, a cidade é mais conhecida como o principal destino de pesca de Mato Grosso do Sul. Assim, recebe todos os anos milhares de pescadores, que se hospedam em hotéis à beira do rio ou partem a bordo de barcos-hotéis. Já para os ecoturistas, o grande atrativo é a Estrada Parque, que corta uma área bem preservada do Pantanal.

Mapa turístico de Mato Grosso do Sul com Corumbá e o Pantanal
Mapa turístico de Mato Grosso do Sul

O que significa Corumbá?

O nome Corumbá tem origem indígena. A explicação mais difundida, em geral, diz que vem do tupi-guarani e significa “lugar distante”. No entanto, há outras interpretações, e não existe uma origem única aceita por todos.

Segundo o IBGE, o povoado se chamou primeiro Arraial de Nossa Senhora da Conceição de Albuquerque e, depois, apenas Albuquerque. Por fim, em 1878, ao virar cidade, recebeu o nome de Corumbá.

Como chegar a Corumbá

  • De carro: a partir de Campo Grande, siga pela BR-262, por cerca de 400 km. No caminho, aliás, a estrada passa por Miranda e cruza o Pantanal.
  • De avião: a cidade tem aeroporto internacional; contudo, os voos regulares variam conforme a temporada.
  • De ônibus: há linhas diárias a partir de Campo Grande.

Clima e melhor época

Primeiramente, o clima é quente na maior parte do ano. Em geral, a época seca, entre maio e setembro, é a melhor para ver animais. Já na piracema, que em Mato Grosso do Sul vai em geral de novembro a fevereiro, a pesca fica proibida.

O que fazer em Corumbá MS

Corumbá é ideal para quem gosta de natureza e de história. Afinal, a cidade guarda casarões antigos, monumentos, museus e mirantes, com vista para o rio Paraguai e para o Pantanal.

cidade de Corumbá MS

Corumbá MS - Cidade baixa, Orla do porto geral, casario, prainha e o museu da história do Pantanal

Além disso, a história da cidade foi marcada por guerras, invasões e conquistas, que deixaram marcas na cultura atual. Veja, então, as principais atrações:

  1. Casario Histórico
  2. Casa do Massa Barro
  3. Museu de História do Pantanal (Muphan)
  4. Cristo Rei do Pantanal
  5. Forte Junqueira
  6. Porto Geral
  7. Catedral de Nossa Senhora da Candelária
  8. Barcos-hotéis
  9. Forte Coimbra
  10. Instituto Luiz de Albuquerque (ILA)
  11. Santuário Nossa Senhora Auxiliadora
  12. Praça da Independência
  13. Fronteira com a Bolívia
  14. Estrada Parque Pantanal

1. Casario Histórico

Há um século, Corumbá tinha um dos maiores portos fluviais da América Latina. Na época, os casarões da orla abrigavam bancos internacionais, grandes armazéns e curtumes.

Casarões antigos do Casario Histórico na orla de Corumbá
Casario Histórico, em Corumbá

Hoje, o conjunto é tombado pelo Iphan. Entre os prédios mais bonitos, por exemplo, estão a Casa Vasquez & Filhos, de 1909, em estilo art nouveau, e o edifício Wanderley Baís & Cia. Além disso, em 2006 começaram obras de revitalização da área, pelo Programa Monumenta.

2. Casa do Massa Barro

Lá, primeiramente, funciona uma associação de artesãos que ensina e incentiva jovens de Corumbá a trabalhar com cerâmica.

Peças de cerâmica da Casa do Massa Barro, em Corumbá
Casa do Massa Barro, em Corumbá

Os visitantes podem ver as etapas do trabalho e comprar miniaturas de animais, como onça e tuiuiú, além de imagens de Nossa Senhora do Pantanal e de São Francisco. Aliás, a casa ficou famosa graças ao carnavalesco Joãosinho Trinta, que levou os aprendizes para decorar carros alegóricos do Carnaval do Rio.

3. Museu de História do Pantanal (Muphan)

Em resumo, o museu conta a história da ocupação humana do Pantanal, da arqueologia à etnologia e à história regional.

Prédio do Museu de História do Pantanal no porto de Corumbá
Museu de História do Pantanal, em Corumbá

O prédio tem três andares, com exposições sobre os “Dez Pantanais”, os povos indígenas, a conquista espanhola, as missões jesuíticas, o domínio português e a Guerra do Paraguai. Também há salas sobre o trem e o porto de Corumbá. Além disso, o museu tem biblioteca, auditório e espaço para exposições temporárias.

4. Cristo Rei do Pantanal

Feito pela artesã Izulina Xavier, o Cristo Rei do Pantanal fica no alto do Morro do Cruzeiro, a 293 metros de altitude. De lá, com vista de 360º, avistam-se Corumbá, Ladário, a Bolívia e o Pantanal.

Estátua do Cristo Rei do Pantanal no Morro do Cruzeiro
Cristo Rei do Pantanal

O pôr do sol, sem dúvida, é um dos mais bonitos da região. Além disso, no caminho até o Cristo, esculturas de Izulina Xavier representam as 14 estações da Via-Sacra.

5. Forte Junqueira

O forte foi construído logo após a Guerra do Paraguai, em 1871, num ponto alto de onde se avistam o rio Paraguai e o Pantanal.

Muralhas e canhões do Forte Junqueira, em Corumbá
Forte Junqueira, em Corumbá

Além disso, seus canhões foram fabricados pela empresa alemã Krupp, por volta de 1872, e nunca foram usados. As paredes, de calcário, têm cerca de três metros de espessura. O nome, aliás, homenageia o então ministro da Guerra, Junqueira. Hoje, o forte fica dentro de uma área do Exército; por isso, a visita depende de autorização.

6. Porto Geral

A orla do porto reúne prédios centenários, onde funcionava o centro comercial da cidade no início do século XX. Na época, aliás, Corumbá tinha um dos maiores portos fluviais da América Latina.

Hoje, há ali agências de turismo, restaurantes e lojas de artesanato. Por isso, a região do porto é um dos principais passeios da cidade, sobretudo nos fins de semana.

7. Catedral de Nossa Senhora da Candelária

Uma das igrejas mais antigas do estado, a Matriz de Nossa Senhora da Candelária foi erguida no século XIX por Frei Mariano de Bagnaia. Em 2021, além disso, foi tombada pelo Governo de Mato Grosso do Sul.

Fachada da Catedral de Nossa Senhora da Candelária, em Corumbá
Catedral de Nossa Senhora da Candelária, em Corumbá

O templo, em estilo eclético, fica em frente à Praça da República, onde ocorreu a retomada de Corumbá na Guerra do Paraguai. No altar, por exemplo, há um brasão da coroa portuguesa e a imagem de Nossa Senhora da Candelária, padroeira da cidade.

8. Barcos-hotéis

O grande sonho de muitos pescadores do rio Paraguai é viajar num barco-hotel. São grandes embarcações com quartos, pensão completa e toda a estrutura para a pesca.

Em geral, também, os camarotes têm banheiro e ar-condicionado. Além disso, os pescadores contam com lanchas com piloteiro e câmara fria para os peixes. Os pacotes costumam ser vendidos para grupos fechados, que escolhem quantos dias querem passar a bordo.

Mesmo sendo feitos para a pesca, os barcos-hotéis também agradam aos ecoturistas, sobretudo pelo céu estrelado. Veja também o guia para pescar no Pantanal e conheça os peixes do Pantanal.

9. Forte Coimbra

O Forte Coimbra fica na margem direita do rio Paraguai, perto da fronteira com a Bolívia e o Paraguai. A Coroa portuguesa começou a construí-lo em 1775, para defender a fronteira oeste da colônia dos espanhóis e dos povos paiaguá e guaicuru.

Forte Coimbra às margens do rio Paraguai
Forte Coimbra, no rio Paraguai

Em 1801, o forte resistiu a um ataque espanhol; mesmo com poucos soldados, os portugueses aguentaram os bombardeios até a frota inimiga desistir. Já em dezembro de 1864, na Guerra do Paraguai, tropas paraguaias ocuparam o forte.

Hoje, ali funciona uma base do Exército, com um pequeno museu e um mirante com vista para o rio. O acesso, porém, é feito só de barco, a partir de Porto Morrinho, perto da ponte da BR-262 sobre o rio Paraguai.

10. Instituto Luiz de Albuquerque (ILA)

Prédio histórico do Instituto Luiz de Albuquerque, em Corumbá
Instituto Luiz de Albuquerque, em Corumbá

O prédio foi construído para abrigar o Grupo Escolar Luiz de Albuquerque, em homenagem ao governador da capitania que fundou Corumbá. Em 1978, passou a sediar o Instituto Luiz de Albuquerque, um centro de pesquisa e cultura. Desde 1997, então, funciona como Casa da Cultura.

11. Santuário Nossa Senhora Auxiliadora

Fachada do Santuário Nossa Senhora Auxiliadora, em Corumbá
Santuário Nossa Senhora Auxiliadora, em Corumbá

Construído em 1899, o santuário guarda, por exemplo, uma escultura de Cristo na cruz em tamanho real, feita em madeira por um artista local.

12. Praça da Independência

Coreto e jardins da Praça da Independência, em Corumbá
Praça da Independência, em Corumbá

Inaugurada em 1917, a Praça da Independência tem quatro esculturas de mármore que representam as estações do ano. Além disso, há um coreto octogonal e um calçamento de mosaico.

13. Fronteira com a Bolívia

Corumbá fica a poucos quilômetros da Bolívia. Do outro lado, as cidades de Puerto Quijarro e Puerto Suárez têm zonas de livre comércio, com eletrônicos, cosméticos, roupas e artesanato andino.

Para atravessar, porém, os brasileiros precisam apenas de documento de identidade com foto recente ou passaporte. Já os estrangeiros devem conferir se precisam de visto. Nas compras, além disso, respeite a cota de isenção da Receita Federal.

De Puerto Quijarro, por fim, parte o famoso “trem da morte”, que vai até Santa Cruz de la Sierra. Por isso, a rota é muito usada por mochileiros que seguem para o Peru e Machu Picchu.

14. Estrada Parque Pantanal

O traçado da Estrada Parque Pantanal segue o caminho aberto por Cândido Rondon no início do século XX, para as linhas de telégrafo. Até a abertura da BR-262, aliás, era o único acesso por terra a Corumbá.

Mapa do trajeto da Estrada Parque Pantanal, de Porto da Manga ao Buraco das Piranhas
Mapa da Estrada Parque Pantanal

São cerca de 120 km de terra, com dezenas de pontes de madeira. Na época das chuvas, por isso, só dá para passar com carro 4×4. Em compensação, a estrada corta uma área linda do Pantanal, onde se veem muitos animais e aves.

Estrada de terra e ponte de madeira na Estrada Parque Pantanal
Estrada Parque Pantanal

No caminho, fica o Porto da Manga, à beira do rio Paraguai, onde se cruza o rio de balsa. Mais adiante, há a Curva do Leque e o Passo do Lontra, com pousadas para pescadores. Por fim, a estrada termina na BR-262, no Buraco das Piranhas. Assim, é um dos poucos lugares do Pantanal onde dá para fazer turismo por conta própria; antes de ir, porém, abasteça o carro em Corumbá.

História de Corumbá MS

Em primeiro lugar, em 1524, o explorador português Aleixo Garcia, a serviço da Espanha, chegou à região do rio Paraguai. Depois dele, vieram expedições espanholas em busca de ouro e prata.

Para conter esse avanço, os portugueses fundaram o povoado em 1778, por ordem do governador Luiz de Albuquerque. Mais tarde, a abertura do rio Paraguai à navegação, depois de 1856, fez de Corumbá um grande entreposto comercial.

Na Guerra do Paraguai, contudo, a cidade foi ocupada e destruída pelas tropas de Solano López, em 1865. Depois da guerra, foi reconstruída e recebeu imigrantes europeus e de outros países da América do Sul. Assim, chegou a ter um dos maiores portos fluviais da América Latina.

No século XX, no entanto, a chegada da ferrovia Noroeste do Brasil levou o centro comercial da região para Campo Grande. Então, Corumbá passou a viver da pecuária, da mineração na serra do Urucum e, mais tarde, do turismo de pesca e do ecoturismo.

Perguntas frequentes sobre Corumbá MS

O que significa Corumbá?

O nome tem origem indígena; a tradução mais citada é “lugar distante”, do tupi-guarani.

Antes de 1878, porém, o povoado se chamava Albuquerque.

Onde fica Corumbá?

No oeste de Mato Grosso do Sul, à beira do rio Paraguai, na fronteira com a Bolívia.

Fica, além disso, a cerca de 400 km de Campo Grande.

Quantos habitantes tem Corumbá?

São 96.268 habitantes, segundo o Censo 2022 do IBGE.

Assim, é a quarta cidade mais populosa de Mato Grosso do Sul.

O que fazer em Corumbá?

Visitar o Casario do Porto, o Cristo Rei do Pantanal e o Forte Junqueira, pescar no rio Paraguai e percorrer a Estrada Parque.

Também dá para fazer compras na fronteira com a Bolívia.

Quando é a melhor época para visitar Corumbá?

Em geral, de maio a setembro, na época seca, quando é mais fácil ver animais.

Já na piracema, entre novembro e fevereiro, a pesca é proibida.

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Willy Sievert

Escrito por Willy Sievert

Editor do Bahia.ws desde sua fundação em 2009. Morador de Salvador, viaja com frequência pelo Nordeste e por todo o Brasil para manter os guias atualizados. Conheça mais sobre Willy Sievert →

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