Indígenas da Bahia: povos, aldeias, história e cultura

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Os indígenas da Bahia somam cerca de 229 mil pessoas, segundo o Censo 2022 do IBGE. Assim, a Bahia tem a segunda maior população indígena do Brasil, atrás apenas do Amazonas. São pelo menos 14 povos, como os Pataxó, os Tupinambá, os Kiriri e os Tuxá. Além disso, a história desses povos começa muito antes de 1500, quando os portugueses chegaram ao sul da Bahia.

Resumo rápido – indígenas da Bahia

  • População: cerca de 229 mil indígenas (Censo 2022), a segunda maior do país.
  • Onde vivem: cerca de 8 em cada 10 moram em áreas urbanas; os demais, sobretudo em aldeias do sul, extremo sul e sertão.
  • Povos: Pataxó, Pataxó Hã-Hã-Hãe, Tupinambá, Kiriri, Tuxá, Kaimbé, Pankararé e outros.
  • Terras indígenas: Barra Velha do Monte Pascoal, Coroa Vermelha, Tupinambá de Olivença, Caramuru-Paraguassu, entre outras.
  • Em 1500: o litoral era ocupado por tupiniquins e tupinambás; o interior, por aimorés.
  • Turismo: aldeias pataxó, como a Reserva da Jaqueira, recebem visitantes.
Indígenas da Bahia
Indígenas da Bahia

Povos indígenas da Bahia hoje

Segundo o IBGE, há indígenas em quase todos os 417 municípios baianos. No entanto, a maioria vive fora de terras indígenas demarcadas: cerca de 78% moram em áreas urbanas. Ainda assim, as aldeias se concentram no sul e no extremo sul, em cidades como Porto Seguro, Santa Cruz Cabrália, Prado, Ilhéus e Pau Brasil, e também no sertão, perto do rio São Francisco.

Pelo menos 14 povos

Entre os povos indígenas que vivem na Bahia, estão:

  • Pataxó e Pataxó Hã-Hã-Hãe, no sul e extremo sul;
  • Tupinambá, em Olivença (Ilhéus), Una, Buararema e Belmonte;
  • Kiriri, Kaimbé e Kantaruré, no sertão do nordeste baiano;
  • Tuxá, Truká, Tumbalalá e Pankararé, perto do rio São Francisco;
  • Atikum, Xucuru-Kariri, Pankaru e Payayá, entre outros.

Terras indígenas

A maior parte das terras indígenas fica no sul e no extremo sul do estado e pertence aos Pataxó. Entre elas, por exemplo, estão Barra Velha do Monte Pascoal (Porto Seguro) e Coroa Vermelha (Santa Cruz Cabrália). Já a terra Caramuru-Paraguassu, em Pau Brasil, é dos Pataxó Hã-Hã-Hãe. Em Camamu, por sua vez, a Funai reconhece a Fazenda Bahiana como reserva indígena.

Várias terras, porém, ainda esperam o fim da demarcação. Em novembro de 2025, por exemplo, o governo federal assinou portarias para Tupinambá de Olivença e Comexatibá (Cahy-Pequi). Já Barra Velha do Monte Pascoal e Tupinambá de Belmonte seguem em análise.

Vídeo sobre os povos indígenas da Bahia

Reserva Pataxó Porto do Boi

História dos indígenas da Bahia

Quando os portugueses chegaram ao sul da Bahia, em 1500, o litoral era ocupado por povos tupi-guarani. Os mais numerosos, aliás, eram dois:

  • os tupiniquins, na faixa que vai de Camamu ao Espírito Santo;
  • os tupinambás, na costa de Sergipe a Ilhéus.

No interior, por outro lado, predominavam os aimorés, também chamados de botocudos, que os portugueses só conheceram mais tarde.

Do escambo à escravização

No início, a relação entre colonos e indígenas foi de escambo. Os indígenas forneciam alimentos, madeira e mão de obra para derrubar árvores. Em troca, por sua vez, recebiam ferramentas, roupas e outros utensílios.

Segundo a historiadora e antropóloga Maria Hilda Baqueiro Paraíso, essa relação mudou à medida que a colonização avançou. Então, as tentativas de escravizar os indígenas se tornaram mais frequentes, e eles resistiram. Nessas lutas, os tupiniquins foram sendo dizimados.

Consequências da colonização

Além das guerras, as epidemias, como a de varíola, tiveram efeito devastador. Por isso, na segunda metade do século XVI, mais de dois terços da população indígena do extremo sul da Bahia morreu. Mesmo assim, muitos povos resistiram e hoje lutam pelo reconhecimento de suas terras e culturas.

Cultura e turismo nas aldeias

Hoje, várias aldeias recebem visitantes, sobretudo na Costa do Descobrimento. Na Reserva da Jaqueira, em Porto Seguro, por exemplo, os Pataxó mostram sua língua, o patxohã, além de danças, comidas e artesanato. Também na região, o Parque Nacional do Monte Pascoal fica ao lado da aldeia de Barra Velha. Para saber mais, veja o guia dos índios pataxós na Costa do Descobrimento e o do Parque Nacional do Monte Pascoal.

Dicas para visitar aldeias

  • Prefira visitas organizadas pelas próprias comunidades.
  • Peça autorização antes de fotografar pessoas e rituais.
  • Compre artesanato direto dos artesãos; assim, a renda fica na aldeia.
  • Combine a visita com Porto Seguro, Santa Cruz Cabrália e Ilhéus.

Perguntas frequentes sobre os indígenas da Bahia

Quantos indígenas vivem na Bahia?

Cerca de 229 mil, segundo o Censo 2022 do IBGE.

Assim, a Bahia tem a segunda maior população indígena do Brasil.

Quais são os povos indígenas da Bahia?

São pelo menos 14, como Pataxó, Pataxó Hã-Hã-Hãe, Tupinambá, Kiriri, Tuxá, Kaimbé e Pankararé.

Além disso, vários vivem no sertão, perto do rio São Francisco.

Onde ficam as aldeias indígenas na Bahia?

Sobretudo no sul e no extremo sul, em Porto Seguro, Santa Cruz Cabrália, Prado, Ilhéus e Pau Brasil.

Também há aldeias no sertão, como as dos Kiriri e dos Tuxá.

Quais indígenas viviam na Bahia em 1500?

No litoral, os tupiniquins e os tupinambás; no interior, os aimorés.

Por isso, foram eles os primeiros a ter contato com os portugueses.

Dá para visitar uma aldeia indígena na Bahia?

Sim. A Reserva da Jaqueira, dos Pataxó, em Porto Seguro, recebe visitantes.

No entanto, respeite sempre as regras de cada comunidade.

Willy Sievert

Escrito por Willy Sievert

Editor do Bahia.ws desde sua fundação em 2009. Morador de Salvador, viaja com frequência pelo Nordeste e por todo o Brasil para manter os guias atualizados. Conheça mais sobre Willy Sievert →

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