Se você está se perguntando o que fazer em Rio de Contas, a resposta passa por cachoeiras, picos com mais de 2.000 metros de altitude, igrejas inacabadas do ciclo do ouro, casarões coloniais tombados e uma história de mais de três séculos.
Rio de Contas é um dos destinos turísticos da Bahia que atrai visitantes não só por conta das belezas naturais e pelas trilhas ecológicas, mas também pela memória preservada pelo casario colonial mais bem conservado da região.


História e Fundação
O núcleo populacional de Rio de Contas teve sua origem no final do século XVII, quando viajantes de Goiás e do Norte de Minas Gerais, em direção à cidade de Salvador, capital da Província da Bahia, fundaram um pequeno povoado, que recebeu o nome de Crioulos — um ponto de descanso para a exaustiva caminhada.
Dados históricos apontam que a região começou a ser povoada por escravos fugidos da costa baiana já em 1687. Ali viviam em comunidade alguns negros alforriados, o que justifica a primeira denominação do povoado, Crioulos.
Esse povoado situava-se no Planalto da Serra das Almas, à margem do Rio de Contas Pequeno, hoje conhecido como Rio Brumado.
Foi então edificada uma pequena capela de formato octogonal, dedicada a Nossa Senhora Santana. Logo após, foram descobertos veios e cascalho aurífero no leito do Rio de Contas Pequeno, em seus afluentes e nas serras circunvizinhas.
Esse fato atraiu um grande número de garimpeiros, especialmente bandeirantes paulistas e mineiros, que subiram o leito do Rio de Contas Pequeno e, explorando as serras próximas, fundaram, a três léguas de distância e a uma altitude de 1.450 metros, outra povoação — Mato Grosso.
Os jesuítas que acompanhavam os bandeirantes ergueram uma igreja sob a invocação de Santo Antônio. Em 1718, foi criada a primeira Freguesia do Alto Sertão Baiano ou Sertão de Cima, denominada Freguesia de Santo Antônio de Mato Grosso.
No início do século XVIII, os jesuítas construíram outra igreja, a 12 km abaixo do povoado de Crioulos, dedicada a Nossa Senhora do Livramento.
Em 20 de outubro de 1722, foram criadas duas vilas no interior da Bahia: as vilas de Santo Antônio de Jacobina e Nossa Senhora do Livramento e Minas do Rio de Contas.
Autorizado pela Carta Régia de 27 de novembro de 1723, D. Vasco César de Menezes encarregou o Coronel Pedro Barbosa Leal de fundar a vila, o que foi feito em 1724. A criação foi aprovada pela Provisão Real datada de 09 de fevereiro de 1725.
Pela Provisão Régia de 02 de outubro de 1745, foi autorizada a mudança da vila para o povoado de Crioulos, no planalto onde hoje se encontra a cidade de Rio de Contas.
Elevado a vila, o povoado de Crioulo passou a se chamar Vila Nova de Nossa Senhora do Livramento e Minas do Rio de Contas.
Com a transferência da sede da vila, o governo da metrópole Salvador determinou a construção dos edifícios da Casa de Câmara e Cadeia, da Câmara Municipal, da Casa de Fundição, e a instalação do Pelourinho.

Origem do Nome “Rio de Contas”
A origem do nome “Rio de Contas” está relacionada à história da região e à presença de bandeirantes no local. O nome faz referência a um tipo de conta, que era um objeto utilizado para fazer anotações ou registros, especialmente nas atividades de comércio e troca de bens.
Outra explicação é que o nome pode ter derivado de “contas” no sentido de “contabilização” ou “registro” das riquezas que eram exploradas na área, principalmente durante o período da mineração de ouro.
Assim, “Rio de Contas” poderia simbolizar o fluxo de riquezas e a atividade comercial intensa que ocorria na região durante os séculos XVII e XVIII.

Cinema e Turismo
Na praça principal de Rio de Contas, foram filmadas cenas de Abril Despedaçado (2001), sob a direção de Walter Salles — mais um motivo que atrai cinéfilos e curiosos à cidade.
Vídeo sobre as Atrações Turísticas de Rio de Contas

Imagens Aéreas de Rio de Contas

RIO DE CONTAS - SUA HISTÓRIA08:57

História de Rio de Contas08:39

Rio de Contas Guia de Turismo06:03

Rio de Contas Patrimonio Nacional06:59

Rio de Contas na Chapada Diamantina12:51

Rio de Contas Dicas de Viagem02:17

Rio de Contas Guia de Viagem07:48

Rio de Contas - Drone12:01

Igreja de Santana em Rio de Contas10:06

AS BELEZAS E A HISTÓRIA DE RIO DE CONTAS08:39

História de Rio de Contas na Chapada Diamantina05:05
Veja o mapa Chapada Diamantina
Veja também Pontos Turísticos da Chapada Diamantina
O que Fazer em Rio de Contas: Principais Atrações Turísticas
- Ponte do Coronel
- Cachoeira do Rio Brumado
- Cachoeira do Fraga
- Poço das Andorinhas
- Cachoeira do Jiló
- Cachoeira do Mocotó
- Cachoeira do Raposo
- Poço Preto
- Cachoeira do Buracão
- Estrada Real
- Pico das Almas
- Pico do Itobira com 1970 metros de altitude
- Pico do Barbado com 2.033 metros de altitude
- Monumentos Históricos de Rio das Contas
O município de Rio de Contas é hoje conhecido por suas belezas naturais, incluindo cachoeiras, rios, riachos e belas formações rochosas.
A cidade abriga os três maiores picos da região Nordeste do Brasil, com mais de 2.000 metros de altitude.
Antigamente conhecida como a cidade do ouro, Rio de Contas agora é reconhecida pela riqueza de suas paisagens naturais.
Devido às grandes altitudes, a cidade possui várias cadeias montanhosas, proporcionando aos visitantes belas paisagens e vistas de tirar o fôlego.
1. Ponte do Coronel

Um trecho do Rio Brumado, com várias corredeiras e piscinas naturais, é hoje o lugar mais procurado pelos visitantes de Rio de Contas.
Conhecido como os Sete Poços, o local oferece piscinas de profundidades variadas, onde tanto crianças quanto adultos podem aproveitar ao máximo essa atração. A estrutura é simples, com serviço de bar, além de uma área para acampamentos e piqueniques. Atualmente, é uma parada obrigatória para quem visita Rio de Contas.
2. Cachoeira do Rio Brumado
Com aproximadamente 100 metros de altura e quatro saltos em sequência, essa cachoeira permite acesso à sua parte superior, proporcionando uma visão completa de sua beleza frontal e lateral.
É um excelente ponto para fotografias, onde é possível capturar toda a grandiosidade da queda.
A descida próxima à cachoeira exige um certo esforço, mas a experiência compensa, especialmente ao alcançar o topo da maior cachoeira do município.
3. Cachoeira do Fraga

O Cartão postal do município de Rio de Contas, a Cachoeira do Fraga encanta com seu salto de 18 metros e sua beleza exuberante. Da cachoeira, é possível avistar o início da Serra das Almas, compondo uma paisagem deslumbrante.
Ao lado das principais quedas d’água, há acesso à parte mais baixa da cachoeira, que proporciona um excelente ponto de vista para fotografias e momentos de contemplação. Bem próxima à cidade, é uma opção de lazer de fácil acesso, com bar nas imediações.
4. Poço das Andorinhas

O Poço das Andorinhas é um pequeno poço de águas cristalinas, escondido na Serra do Porco Gordo. Ao chegar, é comum ver várias andorinhas saindo de uma pequena gruta no local, o que deu origem ao seu nome.
A trilha que leva ao poço é repleta de outros poços e pequenas cachoeiras ideais para banho, compondo um dos mais belos roteiros de Rio de Contas. Apesar de sua beleza encantadora, o local ainda é pouco visitado, oferecendo uma experiência tranquila em meio à natureza. Situada no interior de uma caverna, é um dos lugares mais belos da Chapada.
5. Cachoeira do Jiló

Localizada no Rio Brumado, no caminho para o Poço Preto, a Cachoeira do Jiló é um excelente local para banho. Formada por pequenas corredeiras, a cachoeira permite que várias pessoas aproveitem suas águas refrescantes ao mesmo tempo, tornando-a um ponto de parada popular para quem explora a região.
6. Cachoeira do Mocotó

Entre vales e montanhas, o caminho para a cachoeira é repleto de plantações de café que, durante a floração, criam o chamado “Véu de Noiva“, uma paisagem encantadora.
Este roteiro é cheio de surpresas: no trajeto, passa-se por um mirante com uma vista completa do Pico das Almas, Pico do Itobira, Serra do Barbado, Gerais de Mucugê, a Barragem do Rio Brumado, a Comunidade Quilombola de Barra e parte da cidade de Rio de Contas.
7. Cachoeira do Raposo

De pequenas proporções e ideal para pequenos grupos, essa cachoeira possui águas limpas e está escondida por uma pequena mata.
O acesso próximo requer um certo esforço, mas vale a pena, pois a cachoeira só se revela quando se chega bem perto, criando uma atmosfera reservada e especial para quem busca contato íntimo com a natureza.
8. Poço Preto

Excelente para banho, o Poço Preto está localizado a 13 km do centro de Rio de Contas. Embora não tenha praia, é possível sentar-se sobre as pedras do Rio Brumado e apreciar o belo panorama. Com aproximadamente 6 metros de profundidade, o poço é ideal para quem busca refresco e tranquilidade.
Nas proximidades, encontram-se a Cachoeira do Jiló e a Fazenda Vaccaro, onde é produzida a Cachaça Orgânica Serra das Almas, uma atração adicional para os visitantes.
9. Cachoeira do Buracão

É uma das cachoeiras mais conhecidas da Chapada Diamantina, famosa por suas impressionantes quedas d’água e por um belíssimo poço de água cristalina, onde os visitantes podem se banhar. A trilha até a cachoeira pode ser um pouco desafiadora, mas a beleza do local compensa o esforço. É um destino popular para os amantes da natureza e do ecoturismo.
10. Estrada Real

O caminho, calçado em pedras assentadas por escravos no século XVIII, era utilizado para o escoamento do ouro e o abastecimento da cidade durante o período colonial. Este trecho da Estrada Real, próximo a Rio de Contas, encontra-se em bom estado de conservação, abrangendo aproximadamente 6 km, perfeito para uma caminhada com direito a vistas magníficas.
Sua construção teve início em 1726, sendo um importante legado histórico da região. Foi o principal acesso para Livramento e hoje é uma das maiores atrações turísticas da região.
11. Pico das Almas

Com 1.958 metros de altitude, a Serra das Almas é o terceiro ponto mais elevado do Nordeste. Não é um pico para principiantes, mas oferece aos aventureiros que chegam ao topo uma incrível vista de toda a Chapada Diamantina. Além de ser um importante destino turístico, é também um santuário ecológico, onde o Jardim Botânico Inglês Kew Garden conduziu pesquisas durante 20 anos. O local possui uma flora riquíssima, com espécies vegetais únicas no planeta.
As belíssimas formações rochosas, moldadas pela natureza ao longo do tempo, encantam todos que visitam a região. Vale ressaltar que a coleta de plantas na Serra das Almas é considerada um crime contra o patrimônio brasileiro, evidenciando a importância da preservação ambiental.
12. Pico do Itobira com 1970 metros de altitude

Com 1.970 metros de altitude, o Pico do Itobira é o segundo ponto mais elevado do Nordeste. Ao longo do caminho, é possível observar uma grande variedade de orquídeas, bromélias, velósias, barbacéneas, sempre-vivas e plantas carnívoras, destacando a rica biodiversidade da região.
Do alto do pico, pode-se avistar o Pico das Almas, a Serra do Barbado, a Serra do Sincorá, além de uma linda vista da Barragem do Rio Brumado e parte da cidade de Rio de Contas.
No percurso, há também uma pequena cachoeira e poços pequenos que são ideais para o banho, tornando a experiência ainda mais agradável para os visitantes.
13. Pico do Barbado com 2.033 metros de altitude

O Pico do Barbado, com 2.033 metros de altitude, é o ponto mais elevado da região Nordeste do Brasil, separando as cidades de Rio de Contas, Abaíra e Rio do Pires. Nas matas próximas à serra, vivia o macaco barbado, originando o nome “Serra do Barbado”. Sua extraordinária beleza natural se deve principalmente à curiosidade de sua formação rochosa e à presença de sempre-vivas, bromélias e orquídeas — e é o mais visitado por amantes do montanhismo.
Existem duas opções de caminhos para a subida da serra, atraindo muitos aventureiros que buscam enfrentar esse grande desafio. A primeira opção leva cerca de 5 horas de carro para a ida e volta, além de 6 horas de caminhada para a ida e volta.
Na segunda opção, o trajeto de carro leva 3 horas para ida e volta, mas a caminhada totaliza 14 horas para ida e volta. Do alto da serra, tem-se uma visão privilegiada de toda a Chapada Diamantina, incluindo o Pico das Almas e o Pico do Itobira em Rio de Contas, a Serra da Tromba, a Serra do Sincorá em Ibicoara, os Três Morros em Piatã e o Morro do Pai Inácio em Palmeiras. Converse com o pessoal do Posto de Informação Turística de Rio de Contas e leve mapas confiáveis.
14. Monumentos Históricos de Rio das Contas
A cidade de Rio de Contas possui mais de 400 casarões tombados pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, todos muito bem preservados, dos séculos XVII e XVIII, de arquitetura barroca. Algumas dessas casas foram construídas na época da fundação da cidade, em 1723.
No Arquivo Municipal de Rio de Contas encontram-se jornais antigos, fotografias e documentos datados do século XVIII.
Além disso, há vários monumentos que foram tombados isoladamente. Ao caminhar pelas ruas da cidade, você terá a impressão de estar fazendo uma volta ao passado.
Rio de Contas é a primeira cidade planejada do Brasil, e seu centro histórico ocupa uma área de 19,2 hectares. É uma das raras “cidades novas” coloniais, criada por Provisão Real de 1745, que recomendava traçado regular e arquitetura capaz de garantir seu embelezamento. Quando foi fundada, todas as casas eram alinhadas, com ruas largas. As casas eram pintadas de branco, com esquadrias azuis, o que confere um charme especial à cidade.
1. Antiga Casa de Câmara e Cadeia

- Localização: A Antiga Casa de Câmara e Cadeia está situada na Praça Senador Tanajura, antiga Praça da Matriz, no coração de Rio de Contas, com imensa visibilidade — é, sem dúvida, o casarão mais fotografado da cidade.
- História: Este casarão abrigava a cadeia mais temida de todo o alto sertão da Bahia, que ficava no andar térreo, junto com a casa do carcereiro e do corpo-de-guarda. No segundo andar funcionava a Câmara e a Audiência. A estrutura é um símbolo da administração pública da época e das práticas judiciais do passado.
- Arquitetura: A casa apresenta características típicas da arquitetura colonial, com uma fachada imponente e elementos decorativos que refletem o estilo da época. Como particularidade, tem o “sino-do-povo”, instalado na ombreira de uma das janelas do segundo pavimento. Destacam-se também as janelas com molduras trabalhadas, o uso de arcos e a disposição simétrica da construção.
- Visitação: Embora não seja uma atração turística formal, o prédio é frequentemente visitado por turistas e moradores que desejam apreciar a história e a arquitetura do local.
2. Casa à Rua Barão de Macaúbas
- Localização: Situada na Rua Barão de Macaúbas, esta casa é um dos muitos casarões históricos que compõem o centro de Rio de Contas, um município conhecido por sua rica herança cultural e arquitetônica.
- História: A casa possui significância histórica, refletindo o estilo arquitetônico colonial da época em que foi construída. Como muitos casarões da cidade, a construção é um testemunho das práticas de habitação e do modo de vida de seus antigos moradores.
- Arquitetura: Com uma fachada típica da época, a casa é marcada por detalhes que incluem janelas com esquadrias de madeira, varandas e uma estrutura sólida, características comuns dos casarões coloniais.
- Visitação: Embora não seja uma atração turística formal, a casa é parte do contexto histórico da cidade e pode ser admirada por aqueles que passeiam pela Rua Barão de Macaúbas.
3. Teatro São Carlos – Um dos três mais antigos do Brasil

- Histórico: Inaugurado em 1892, o Teatro São Carlos é um dos três teatros mais antigos do Brasil e o mais antigo do interior baiano. Localizado no Largo do Rosário, foi palco de inúmeras apresentações de grupos locais e de produções vindas de outras partes do Brasil.
- Capacidade e Estrutura: O teatro possui capacidade para 120 pessoas sentadas. Na época de sua fundação, os espectadores costumavam levar suas próprias cadeiras para assistir às peças teatrais.
- Cultura e Sociedade: Durante o século XIX, era um espaço cultural vital, onde se realizavam apresentações teatrais e musicais. Um aspecto curioso da época é que as mulheres eram proibidas de atuar, sendo que homens se travestiam para interpretar os papéis femininos.
- Importância Atual: Hoje, funciona como um espaço onde ocorrem ações e atividades educacionais e culturais, preservando a memória das artes cênicas na região.
4. Casa onde nasceu Abílio Cesar Borges – “O Barão de Macaúbas”

- Localização e História: A casa que já abrigou o Arquivo Público Municipal é o local de nascimento de Abílio César Borges, conhecido como “O Barão de Macaúbas,” em 09 de setembro de 1824. A construção atual data provavelmente dos primeiros anos do século XX, sendo um exemplar típico das residências diamantíferas, de uso misto (residencial e comercial).
- Contribuições: Diplomado em medicina pela Academia da Corte, Abílio César Borges se destacou como um grande educador, tendo Rui Barbosa e Castro Alves como seus alunos mais famosos. Além de sua atuação na medicina, ele organizou, com recursos próprios, o Batalhão dos Zuavos, que prestou serviços à Pátria na Guerra do Paraguai.
- Legado: O Barão de Macaúbas faleceu em 17 de janeiro de 1891, no Rio de Janeiro, mas deixou um legado significativo na educação e na saúde pública.
- Uso Atual: Atualmente é ocupada pelo Escritório Técnico do IPHAN e pelo Arquivo Municipal de Rio de Contas.
5. Clube Rio-Contense
- Histórico de Exclusão: O Clube Rio-Contense, fundado em 1921, foi um espaço que refletiu as profundas desigualdades raciais da época. Durante os antigos carnavais e outras festividades, o clube realizava festas exclusivas para brancos, em ambientes fechados, onde a presença de negros era estritamente proibida.
- Marcos de Exclusão Social: Esses eventos representavam a segregação racial que permeava a sociedade da época, reforçando as barreiras sociais e raciais.
- Importância na Memória Coletiva: Reconhecer o passado do clube é essencial para entender a evolução social de Rio de Contas e os esforços contínuos para superar as desigualdades raciais.
6. Casa de Fundição – Atual Prefeitura de Rio de Contas

- Histórico: A Casa de Fundição, que atualmente abriga a Prefeitura de Rio de Contas, tem uma rica história ligada à época colonial. Originalmente, este edifício foi utilizado como casa de fundição, onde o ouro extraído das minas locais era derretido e transformado em barras.
- Localização e Estrutura: Situada em uma área central da cidade, a estrutura é um exemplo da arquitetura colonial, com paredes de pedra e fachada imponente.
- Mudança de Função: Com o passar dos anos, deixou de ser um espaço dedicado à mineração e foi adaptada para funcionar como sede do poder executivo municipal.
- Preservação e Atração Turística: O imóvel é considerado um patrimônio histórico e cultural importante, frequentemente visitado por turistas e curiosos que desejam conhecer mais sobre a trajetória da cidade.
7. Antiga prefeitura do municipio

- Importância Histórica: A antiga prefeitura de Rio de Contas é um importante monumento histórico. A construção data do período colonial e foi inaugurada em 1835, servindo como sede do poder executivo municipal por muitos anos.
- Estilo Arquitetônico: O estilo é característico do período, com elementos coloniais, detalhes em pedra e uma fachada imponente.
- Prisão Temida: A construção também é conhecida por ter abrigado uma prisão, considerada uma das mais temidas do sertão baiano.
- Preservação: O prédio foi tombado pelo IPHAN em 1959, garantindo sua preservação e valorização.
8. Igreja de Nossa Senhora Santana
A Igreja de Nossa Senhora Santana está localizada em Rio das Contas, Bahia, e é um exemplar raríssimo, com três naves e capela-mor que se comunica com as sacristias laterais.

Características
- Arquitetura: A igreja apresenta um estilo colonial, típico das construções religiosas do século XVIII, com três naves — uma configuração raríssima entre as igrejas do período.
- História: Construída por mão escrava na primeira metade do século XVIII, a igreja nunca foi concluída. As obras foram paralisadas por volta de 1850, quando ocorreu o êxodo da população local para as minas de diamante de Mucugê, Lençóis e Andaraí. Em 1914, em decorrência de fortes chuvas, o telhado desabou. Somente em 1960, após ter sido tombada pelo IPHAN, foram realizadas obras para preservá-la.
- Preservação: A igreja é tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), o que ajuda a garantir sua preservação e a valorização de seu patrimônio histórico.
A Igreja de Nossa Senhora Santana é um dos muitos exemplos da rica herança cultural e religiosa de Rio das Contas, contribuindo para a identidade da cidade e sua história — e um dos símbolos mais marcantes do declínio do ciclo do ouro na região.
9. Igreja Santíssimo Sacramento (Igreja Matriz)

A Igreja Matriz do Santíssimo Sacramento é o melhor exemplar de arquitetura religiosa que se conserva em todo o sertão baiano. Foi construída no século XVIII em alvenaria de pedra, pela mão escrava, e — assim como a Igreja de Santana — também nunca foi concluída.
A igreja ostenta notável carpintaria, e seu altar-mor e os dois altares laterais são todos revestidos e folheados a ouro. No forro da capela-mor existe uma pintura ilusionista, de inspiração italiana, um dos detalhes mais valiosos do patrimônio artístico da cidade.
Perguntas frequentes sobre o que fazer em Rio de Contas
Qual a melhor época para visitar Rio de Contas?
A estação seca, entre abril e setembro, é a mais indicada para trilhas e subidas aos picos, com menor risco de chuva forte. Vale lembrar que, pela altitude, as noites podem ser frias mesmo no verão baiano.
Quantos dias são necessários para conhecer Rio de Contas?
Para visitar o centro histórico, algumas cachoeiras próximas (como Ponte do Coronel e Cachoeira do Fraga) e fazer uma trilha até um dos picos, o ideal são de 3 a 4 dias. Quem quiser subir o Pico do Barbado, que exige até 14 horas de caminhada na opção mais longa, deve reservar um dia inteiro só para essa atração.
É preciso guia para as trilhas e cachoeiras de Rio de Contas?
Para os picos mais altos (Pico das Almas, Pico do Itobira e Pico do Barbado) e trilhas mais remotas, como o Poço das Andorinhas, recomenda-se fortemente contratar um guia local, tanto pela segurança quanto para não se perder nas serras.
Como chegar a Rio de Contas?
A cidade fica no interior da Bahia, na Chapada Diamantina, a cerca de 620 km de Salvador. O acesso mais comum é de carro, seguindo pela BA-148 e rodovias regionais a partir de Salvador ou de cidades próximas como Vitória da Conquista, que tem aeroporto com voos diretos de algumas capitais.
Por que as igrejas de Rio de Contas nunca foram concluídas?
Tanto a Igreja de Nossa Senhora Santana quanto a Igreja Matriz do Santíssimo Sacramento tiveram suas obras interrompidas por volta de 1850, quando parte da população migrou para as minas de diamante recém-descobertas em Mucugê, Lençóis e Andaraí. As igrejas inacabadas são hoje um dos símbolos mais marcantes do declínio do ciclo do ouro na cidade.
Rio de Contas é um bom destino para quem não gosta de trilhas longas?
Sim. O centro histórico tombado, com mais de 400 casarões, a Ponte do Coronel e cachoeiras de acesso mais fácil, como a do Jiló e a do Fraga, são boas opções para quem prefere passeios mais tranquilos, sem trilhas de várias horas.
Veja também a História de Rio de Contas
Bahia.ws é o maior guia turístico da Bahia e Salvador.
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